Futebol/Cabo Verde

14-07-2017 21:57

Arquivada queixa contra Ultramarina de São Nicolau

A FCF instaurou um processo disciplinar à Ultramarina de São Nicolau, por causa da não realização do jogo da primeira mão das meias-finais com o Mindelense de São Vicente na data prevista.
Ultramarina pede anula

Ultramarina, equopa cabo_verdiana

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) considerou hoje "improcedente" a queixa contra a Ultramarina de São Nicolau em relação ao jogo da primeira mão das meias-finais do campeonato e mandou arquivar o processo.

Segundo escreve a imprensa cabo-verdiana, o anúncio foi feito em comunicado pelo CD da FCF, indicando que não ficou provada a acusação deduzida contra o clube de São Nicolau por não terem aparecido as chaves dos portões do Estádio Orlando Rodrigues, no Tarrafal de São Nicolau.

A FCF instaurou um processo disciplinar à Ultramarina de São Nicolau, por causa da não realização do jogo da primeira mão das meias-finais com o Mindelense de São Vicente na data prevista.

O jogo, que já tinha sido adiado por duas vezes, não foi realizado à terceira, porque, no dia marcado, as duas equipas e a da arbitragem dirigiram-se ao estádio, mas não apareceu ninguém para abrir as portas da infraestrutura desportiva municipal.

Caso ficasse provada a intenção de esconder as chaves do estádio, a Ultramarina incorriam a uma pena de derrota no jogo, ficaria suspensa durante um ano e ainda teria de pagar 15 mil escudos (136 euros) de multa e indemnização à FCF.

Os membros do CD basearam-se nos relatórios da equipa de arbitragem e dos delegados ao jogo e consideram "improcedente por não provada, a acusação deduzida contra o Futebol Club Ultramarina, e em consequência, mandar arquivar o processo".

Na sua nota a contestar o processo da FCF, a Ultramarina alegou que, apesar da responsabilidade da organização do jogo ser da federação, a propriedade do estádio é da Câmara Municipal, que é quem tem as chaves dos portões.

Por isso, os campeões de São Nicolau solicitaram a nulidade e arquivamento do processo, que veio a acontecer.

"Portanto, diante das normas da FCF e da ética desportiva, não há fundamentos para sancionar aquele clube", lê-se no acórdão do CD da FCF.

O jogo da primeira mão não foi ainda realizado, mas, mesmo assim, o da segunda aconteceu em São Vicente e a Ultramarina venceu o Mindelense por 2-0.

O jogo da primeira mão deveria acontecer no sábado, mas foi novamente adiado para data a indicar, num imbróglio que causou muita polémica em Cabo Verde.

Na final do campeonato nacional de futebol já está o Sporting da Praia, que eliminou nas meias-finais a Académica do Porto Novo.

Conteúdo publicado por Sportinforma