Futebol internacional

02-05-2017 18:29

FifPro exige investigação e medidas firmes contra insultos racistas a Muntari

O jogador do Pescara foi alvo de insultos racistas durante o jogo com o Cagliari.
Muntari

Jogador do ganês abandonou o jogo com o Cagliari em protesto pelos insultos racistas de que foi alvo

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

A Associação dos Sindicatos dos Jogadores de Futebol (FifPro) exortou hoje as autoridades italianas a investigar e a tomar medidas firmes na sequência dos insultos racistas de que foi alvo o ganês do Pescara Sulley Muntari.

“Instamos as autoridades italianas a ouvir a versão de Muntari, a apurar porque razão a situação foi tão mal gerida e a tomar medidas firmes para garantir que não se repita”, pode ler-se no comunicado emitido pela FifPro.

Muntari abandonou o relvado ao minuto 87 da partida Cagliari-Pescara, da 34ª jornada da Serie A, depois de ouvir insultos racistas provenientes da bancada e de ser admoestado com o cartão amarelo pelo árbitro, quando exigiu, com gestos exaltados, que este desse o jogo por terminado naquele momento.

“Eu tentei falar com eles [adeptos que proferiam cânticos racistas], mas o árbitro disse-me para parar de o fazer. Foi isso que me enervou. Por que é que em vez de terminar a partida, ele se virou contra mim? Os adeptos são responsáveis, mas o árbitro deveria ter feito algo diferente em vez de me acusar”, disse Muntari, que foi advertido pelo árbitro com um cartão amarelo antes de abandonar relvado.

No entanto, de acordo com o relatório do juiz remetido para a Liga italiana, o jogador ganês recebeu, também, um cartão vermelho após o final da partida.

“A FifPro considera que o cartão amarelo exibido a Muntari deve ser retirado. Ele tinha toda a razão ao abordar o árbitro Daniele Minelli para lhe dar conta do que se estava a passar e para que fosse tomada uma atitude, escreveu a FIFPro no seu comunicado.

No entendimento deste organismo, “nenhum jogador deve ter de lidar com estes problemas sozinho”, como aconteceu com Muntari, que se viu compelido a fazê-lo, quando os futebolistas profissionais “têm o direito de serem protegidos pelas autoridades competentes no exercício do seu trabalho, no qual qualquer discriminação é inaceitável”.

Conteúdo publicado por Sportinforma