AC Milan

17-07-2017 12:13

Milhões da China acordaram o 'gigante' mas ainda há uma Europa para conquistar

Milan foi o clube que mais investiu neste defeso: gastou, até ao momento, cerca de 190 milhões de euros em contratações.
André Silva tira uma 'selfie'
Foto: FPF/Francisco Paraíso

André Silva

Por Inês Antunes sapodesporto@sapo.pt

Yonghong Li. Fixe este nome, por mais difícil que possa parecer. Volvidos apenas três meses da compra do Milan pela Rossoneri Sport Investment Lux, que acabou com três décadas de reinado de Silvio Berlusconi, o empresário chinês está a operar uma autêntica revolução nos ‘rossoneri’, a fim de acabar com a hegemonia da Juventus e devolver a equipa aos títulos – a última vez que conquistou a Serie A foi em 2011.

“Hoje concluímos um passo fundamental para o renascimento. E, no futuro, vamos continuar a trabalhar no sentido de levar este clube lendário de volta ao topo do mundo", disse Yonghong Li, aquando do momento da compra do clube, a 13 de abril.

Nesse sentido, o administrador chinês parece não olhar a meios para atingir os fins, e quem diz meios, diz... milhões. Até ao momento, o Milan contratou um total de dez jogadores neste defeso, tendo investido 187,5 milhões de euros. São eles Bonucci (40 ME), André Silva (38 ME), Andrea Conti (25 ME), Çalhanoglu (22 ME), Musacchio (18 ME), Rodríguez (18 ME), Biglia (17 ME) Kessi (8 ME, empréstimo com compra obrigatória), A. Donnarumma (1,5 ME) e Borini (empréstimo).

Mais próximo destes valores, no atual mercado de transferências, só o Manchester City, com 160 milhões de euros gastos em Kyle Walker, Bernardo Silva, Ederson e Douglas Luiz. O anterior máximo do clube de Milão ocorreu em 2001/2002, altura em que foram contratados Rui Costa, Filippo Inzaghi, Javi Moreno, etc... Curiosamente, o Milan não conquistou qualquer título nessa temporada.

Os ‘rossoneri’, no entanto, ainda deverão ultrapassar a barreira dos 200 milhões de euros. O interesse em Renato Sanches foi confirmado pelo Bayern Munique, mas os valores do negócio ainda não satisfazem os bávaros. Por outro lado, André Silva deverá receber um parceiro de luxo no ataque. Quem o diz é Marco Fassone, administrador do emblema milanês e um dos rostos principais desta nova era do clube, a par de Massimo Mirabelli, ex-diretor do Sunderland.

"Álvaro Morata, Aubameyang e Belotti, seria bom ter um deles. Temos todas as possibilidades em aberto e certamente faremos algo belo quando voltarmos a Itália. Vamos ver sobre quem recai a escolha", disse Fassone durante a digressão da equipa na China.

Leonardo Bonnucci foi, de resto, o jogador pelo qual o Milan investiu mais – 40 milhões de euros. Uma transferência que acaba por ser o exemplo perfeito da ‘revolução’ que Yonghong Li tem vindo a operar. Contratado à Juventus, o internacional italiano, que também já havia representado outro clube de Milão, o Inter, é agora o novo capitão dos ‘rossoneri’ e é o símbolo máximo do ‘ataque’ ao domínio da hexacampeã no futebol italiano.

Dos titulares da época passada, só resistem Gianluigi Donnarumma – guarda-redes que recentemente renovou contrato – Romagnoli, Suso e Bonnaventura. Vincenzo Montella terá, portanto, de construir uma equipa praticamente do zero para a temporada que se avizinha, e que marca o regresso do Milan às competições europeias, através da Liga Europa, depois de três anos de ausência.

O grande desafio desta nova administração chinesa passa agora por devolver o clube aos títulos, algo do qual Silvio Berlusconi bem se pode orgulhar: em 31 anos, conquistou oito 'scudetti', cinco Champions, três Mundiais de Clubes e uma Taça de Itália.

Conteúdo publicado por Sportinforma