FC Porto

23-10-2010 15:09

Villas-Boas admite "pressão extra" por jogar depois do Benfica

O desafio com a União de Leiria está marcado para segunda-feira, um dia depois do Portimonense-Benfica, em que os encarnados poderão reduzir para quatro pontos a desvantagem face aos dragões.
Villas-Boas admite

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

O FC Porto recebe esta segunda-feira a União de Leiria, no jogo que fecha a oitava jornada da Liga, facto que para o técnico “portista” pode motivar “pressão extra”.

“Jogar depois do Benfica nesta jornada pode ser um fator de pressão extra. Acreditamos que estamos fortes e na nossa competência. Já não é a primeira vez que jogamos depois de todos os outros, não é por isso que os jogadores ficarão inibidos. Um resultado positivo do Benfica poderá alimentar a esperança de redução da desvantagem, mas os jogadores do FC Porto sabem lidar com a pressão”, garantiu André Villas-Boas.

O treinador do F.C. Porto não está preocupado com o desgaste provocado pelo embate com o Besiktas, da Liga Europa, mas o mesmo na se aplica aquando da recepção aos turcos e o posterior clássico com o Benfica.

“Esta semana teremos mais 24 horas para descansar, ao contrário do FC Porto-Benfica, onde só teremos 48 horas após a Liga Europa. Mas também percebo que não faria sentido marcar um clássico para uma segunda-feira. Este dia extra de repouso é óptimo para nós, para defrontar uma U. Leiria que está a fazer um campeonato excelente”, alertou.

Depois das criticas à arbitragem do jogo com o Besiktas, André Villas-Boas foi questionado se a arbitragem de Istambul podia ser comparada à de Guimarães.

“Não são comparáveis. Quando li pela primeira vez o nome do árbitro, tive uma intuição de que algo iria correr mal. O Maicon foi expulso, bem expulso, mas o golo anulado ao Falcao é ridículo, bem como a falta que ficou por marcar sobre ele. Quando há mais árbitros e mesmo assim não tomam a decisão correcta, isso deve ser analisado”, considerou.

Na vitória em Istambul, o brasileiro Hulk foi, uma vez mais, peça fundamental na equipa de Villas-Boas. O técnico tem noção do bom momento de forma do seu jogador, que garante estar a ser “potenciado pela equipa” e não se mostra preocupado com o possível assédio ao brasileiro, até porque a cláusula de rescisão está fixada em 100 milhões de euros

“Ainda falta muito tempo para o mercado reabrir. O Hulk tem sido um jogador potenciado por um colectivo que está forte e tem uma cláusula de rescisão inatingível, portanto o clube que se sente à mesa com o FC Porto em janeiro ou no final da época, terá vida muito difícil”, referiu,

Ainda tendo como base o jogador brasileiro, André Villas-Boas admitiu que caso Hulk e Sapunaru não tivessem sido castigados após o clássico no Estádio da Luz, o desfecho do campeonato do ano passado poderia ter sido diferente

“Acho que o FC Porto podia ser campeão, se o Hulk não tivesse sido castigado, sobretudo na fase em que foi. Eram cinco pontos, são distâncias recuperáveis. Penso que com ele e com o Sapunaru, o FC Porto estaria a discutir o título de outra forma”, referiu.