Análise Rio Ave 1-3 FC Porto

13-08-2016 10:52

Dragão ainda se assustou, mas não tropeçou na estreia

O FC Porto entrou da melhor forma na Liga 2016/17, com um triunfo por 3-1 no terreno do Rio Ave.
Héctor Herrera
Foto: JOSE COELHO / EPA

Herrera esteve em destaque e fez um grande golo.

Por Gaspar Castro sapodesporto@sapo.pt

Está de volta o campeonato português, e logo com um jogo repleto de emoção. Em Vila do Conde, no duelo entre Rio Ave e FC Porto, os vila-condenses ainda conseguiram dar asas ao sonho com o primeiro golo da temporada, mas foi o Dragão quem acabou por voar mais alto.

O 'susto' que este novo FC Porto, agora treinado por Nuno Espírito Santo, levou na primeira parte, demonstra que ainda há muito a afinar na máquina. Marcelo apareceu na grande área e foram notórios os erros de marcação, em particular de Felipe, que ainda demonstra dificuldades no papel de 'patrão' da defesa portista. Também na defesa, Alex Telles, outro reforço, teve dificuldades a defender a linha e ainda acabou expulso na segunda parte.

A equipa portista conseguiu, porém, compensar as lacunas com um meio-campo sólido, com Herrera a assumir-se como o pêndulo do jogo da equipa. Foi o compatriota Corona quem conseguiu o golo do empate, mas o médio ia carregando a equipa para o ataque desde o meio-campo e coroou a sua exibição com um fantástico golo que consumou a reviravolta.

Houve ainda um golo de André Silva, o goleador que não demonstra vontade de parar de faturar. Marcou logo no primeiro jogo do campeonato, mas não esteve tão letal como nos duelos de pré-temporada. O talento, porém, está bem à vista, assim como a 'raça' na hora de disputar as bolas. Ainda no ataque portista, Otávio esteve uns furos abaixo do que demonstrou na pré-época, mas não comprometeu.

Também na equipa portista, destaque para o facto de Nuno ter aproveitado para lançar o reforço Depoitre - ainda pouco mostrou - e também o regressado Adrián López - também sem momentos de destaque.

Quanto à equipa da casa, agora treinada por Nuno Capucho, houve nova desilusão, depois da eliminação precoce na Liga Europa. Depois de terem estado em vantagem, os vila-condenses acabaram por consentir a esperada derrota na primeira jornada, com Capucho a não ficar inteiramente convencido com a arbitragem da partida.

No final do encontro, Nuno Espírito Santo demonstrou-se satisfeito com a exibição e resultado conseguidos pela sua equipa e falou ainda sobre o facto de Brahimi e Aboubakar não terem sequer estado no banco de suplentes. De acordo com o técnico, a razão é meramente técnica e os dois jogadores africanos continuam a ser opção. Falta saber se irão desempenhar algum tipo de papel na quarta-feira, diante da Roma.

Quando a Capucho, o técnico demonstrou algumas reservas em relação à arbitragem mas mostrou-se orgulhoso da sua equipa, salientando o facto de esta ter atuado "sem receios" frente ao FC Porto.

Conteúdo publicado por Sportinforma