Primeira Liga

06-04-2017 09:43

Polícia quer que clubes paguem acompanhamento das claques

Sindicato afirma que o trabalho é feito de graça e que os clubes e as sociedades desportivas anónimas deviam remunerar os agentes da autoridade.
Polícia
Foto: Lusa

Polícia quer ser remunerada pelo policiamento das claques e segurança ao redor dos estádios

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

É mais um caso que promete agitar o futebol português. Os agentes da autoridade que realizam o policiamento das claques e a operação de segurança montada à volta dos estádios querem que os clubes suportem a despesa desse trabalho.

Segundo avança a rádio TSF, a Associação Sindical de Profissionais da Polícia escreveu ao Ministério da Administração Interna e aos grupos parlamentares na Assembleia da República, onde explicitam essa intenção.

Os polícias procuram mudanças urgentes na forma de organizar a segurança dos jogos e dão o prazo até ao início do próximo campeonato nacional para que se efective esse trabalho. Os agentes querem ser remunerados visto que, atualmente, trabalham de graça para os clubes e sociedades anónimas desportivas para garantir a segurança dos adeptos e das claques.

O presidente do sindicato, Paulo Rodrigues, afirmou à TSF que só os polícias dentro do estádio é que recebem um extra dos clubes. A maioria, que se encontra fora do recinto, são tirados de outras funções ou estão muitas vezes de folga e não recebem nada pelo trabalho realizado.

O responsável sindical afirma que a situação dura há bastantes anos e que é "inaceitável", por ser um negócio que envolve muitos milhões e que não deve ser suportado pelo Estado e pela polícia.

Paulo Rodrigues afirma mesmo que o trabalho não é nada fácil, visto que, quase sempre, os agentes são ameaçados, insultados ou agredidos e, por vezes, essas mazelas chegam mesmo a ser "irreparáveis".

O líder da ASPP acusa também os dirigentes do futebol de incentivarem este tipo de comportamentos e do governo não fazer nada para mudar a situação e realmente garantir o pagamento desses agentes.

Se, entretanto, nada mudar até ao início do próximo campeonato, os polícias prometem protestos, exigindo que sejam pagos como deve ser e que seja impedido a entrada de adeptos sinalizados e que são responsáveis por muita confusão.

Recorde-se que, no passado sábado, no Clássico entre Benfica e FC Porto, um agente da autoridade foi agredido por um adepto, que tentava entrar no Estádio da Luz.

Conteúdo publicado por Sportinforma