The Future of Football

26-04-2017 16:33

Jesus e a sua metodologia de treino: "Isto não é uma cartilha coletiva"

Treinador do Sporting bem-disposto na sua intervenção no Congresso "The Future of Football", a decorrer em Alvalade.
Jorge Jesus
Foto: Lusa

Jorge Jesus, treinador do Sporting

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

Jorge Jesus, técnico do Sporting, foi uma das individualidades presentes no Congresso "The Future of Football", onde falou sobre o que faz a diferença num treinador. Com algum sentido de humor à mistura.

"Isto não é uma cartilha coletiva", começou por lançar, arrancando um coro de risos no Auditório Artur Agostinho, em Alvalade. "É uma ideia das competências que um treinador deve ter. São princípios fundamentais para um treinador ter influência na equipa e até noutros treinadores", referiu.

"Um treinador é um criador. Criador da filosofia, da ideia que tem, das ideias da equipa. Quem não perceber o sistema, não vai dar em treinador. Ele é o criador", afirmou o técnico, salientando que as ideias por si enunciadas contribuem para o desenvolvimento de "um treinador de topo, para trabalhar em equipas de topo, como é o caso do Sporting".

"Quando se fala em sistema, em modelo de jogo e em modelo de equipa e de jogador, fala-se de três princípios fundamentais. Tudo isto está junto. Neste momento, os meus jogadores sabem que a evolução do futebol passa por estas três variáveis", acrescentou o treinador, especificando:

"Destes três pormenores importantes que abordei aqui, o modelo de jogador não se baseia só na técnica. É um princípio de muitas valências. Vamos à procura de muitas valências", acrescentou o treinador, especificando:

"Destes três pormenores importantes que abordei aqui, o modelo de jogador não se baseia só na técnica. É um princípio de muitas valências. Vamos à procura de muitas valências. Por exemplo, no Sporting, estou a tentar criar cultura de campeão", acrescentou.

Jesus explicou depois porque defende que deverão ser os treinadores a escolherem os jogadores.

"Quando contratamos um jogador é a pensar no modelo de jogo. E vamos à procura de caraterísticas. É muito importante que seja o treinador a escolher os jogadores. E não se baseia apenas na técnica e tática, há muitas outras valências que contribuem para aquilo qu, estou a tentar criar no Sporting, que é uma cultura de campeão. Não é só meter o Figo, o Beto... O treinador tem de reunir muito mais qualidades e valências, trabalhando em equipas de top como eu faço no Sporting", frisou.

"Por exemplo, no Sporting, estou a tentar criar cultura de campeão", acrescentou.

*Artigo atualizado

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