Paraolímpicos

17-09-2016 17:55

Carolina Duarte e Hélder Mestre foram 7º e 8º em finais de atletismo

Os atletas portugueses Carolina Duarte e Hélder Mestre terminaram hoje nas sétima e oitava posições, respetivamente, as finais dos 400 metros T13 e 400 metros T51 dos Jogos Paralímpicos Rio2016.
Carolina Duarte e Hélder Mestre foram 7º e 8º em finais de atletismo

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

Na prova dos 400 metros T13, para atletas com deficiência visual, Carolina Duarte conseguiu a marca de 58,52 segundos, admitindo, no final que aspirava a um novo recorde pessoal, fixado em 58,16.

“Acho que parti muito rápido e depois paguei a fatura”, afirmou a atleta que, depois de umas férias, vai começar a preparar os Mundiais de atletismo do Comité Paralímpico Internacional (IPC) Londres2017.

A atleta, que foi sexta classificada na prova dos 100 metros T13, com recorde pessoal, fez um balanço positivo da sua estreia em Jogos Paralímpicos e um traçou um objetivo ambicioso para Tóquio2020.

“Saio com recorde pessoal nos 100 metros, nos 400 queria, mas não consegui. Em Tóquio é para as medalhas”, disse Carolina Duarte, que antes do seu problema de visão de ter agravado representou a seleção lusa de atletismo regular.

Na prova dos 400 metros T51, classe para deficientes motores que correm em cadeiras de rodas, ganha pelo belga Peter Genyn, com recorde paralímpico (1.20,82 minutos) Hélder Mestre foi oitavo, com a marca de 1.30,82.

“Foi abaixo das minhas expetativas, queria ver se chegava ao meu recorde pessoal, que está nos 1.28. Até aos 200 metros consegui gerir o esforço, mas na reta final tive de andar a corrigir o esforço e isso atrasou-me”, disse o atleta.

Hélder Mestre, que tinha sido sétimo classificado na final dos 100 metros, lembrou que a sua preparação durante o ciclo paralímpico foi complicada.

“A minha trajetória de preparação foi acidentada, em março parti o fémur e estive dois meses parado”, explicou o atleta de 39 anos, que ficou tetraplégico aos 19 anos devido a um acidente de viação.

Hélder Mestre disse ter adorado o ambiente dos Jogos Paralímpicos e considerou que a competição, na qual se estreou, devia “abrir os olhos a muita gente”.

“Quem tem preconceito devia viver isto, porque seria um ‘abre olhos’. Há necessidade de abrir mentalidades”, afirmou o atleta, admitindo que gostaria de estar nos Jogos Tóquio 2020: “apesar da idade sinto que ainda tenho muito para dar”.

A participação portuguesa nas competições de atletismo terminam no domingo, último dia dos Jogos Paralímpicos, com a participação de Jorge Pina, Gabril Macchi e Manuel Mendes na maratona.

Conteúdo publicado por Sportinforma