Estoril Open 2017

05-05-2017 18:52

David Ferrer: "Quando sentir que quero ficar em casa pararei"

O tenista espanhol vai medir forças nas meias-finais com o compatriota Carreña Busta.
Carreño Busta
Foto: @Estoril Open

Carreño Busta

Por André Delgado sapodesporto@sapo.pt

Satisfeito com o atual momento de forma. Foi assim, com um ar satisfeito e confiante que David Ferrer marcou presença na sala de imprensa após bater o norte-americano Ryan Anderson em dois sets (6-4 e 6-0).

Apesar de uma segunda partida totalmente desnivelada, o jogador espanhol contrapôs essa ideia e considera que o que decidiu o encontro foi a sua maior eficácia nos pontos mais importantes.

"Foi duro. Em pontos importantes ele falhou, mas custou-me muito. No segundo set comecei bem, mas foi uma partida muito completa da minha parte e muito trabalhada".

Ferrer antecipou ainda a partida com o compatriota mais novo. O tenista de 35 anos considera que o 1º cabeça de série do torneio atravessa o melhor momento de forma da carreira, no entanto, diz-se confiante na vitória e no apuramento para a final, a sua segunda no Estoril, depois do amargo de boca que teve em 2003.

"Será um bom encontro e tentarei ser competitivo e tentar manter a mesma linha. O Pablo [Carreña Busta] está no seu melhor momento da sua carreira, mas eu tenho a confiança para lhe dificultar a vida".

Sobre as condições no Estádio Millennium com muito vento no 'pó de tijolo', para o tenista isso não serve de desculpa e explica porquê.

"No Estoril [Open] há sempre muito vento. E afinal o vento era para os dois jogadores, com o vento contra é pior".

David Ferrer reconheceu que está a viver a pior fase da carreira enquanto tenista, no entanto, ainda se sente com força para "mudar essa dinâmica" e prosseguir a carreira por mais uns anos. Para já o espanhol sente-se feliz em court.

"Esta temporada está sendo a pior da minha carreira, aceito e vou tentar mudar esta dinâmica. Estou feliz por estar nas meias-finais de um torneio ATP".

"Até quando vou jogar ténis? Ainda me divirto e quero ser competitivo. Levanto-me de manhã porque gosto do ténis. Vou tentar um ano mais. Quando sentir que quero ficar em casa pararei. Por agora não", afiançou.

Conteúdo publicado por Sportinforma