Rali de Portugal

17-05-2017 20:35

Ogier pensa mais no campeonato do que no recorde de Markku Alen

A 51.ª edição do Rali de Portugal vai ter um total de 349,17 quilómetros cronometrados, divididos por 19 classificativas.
Rally Monte Carlo 2017
Foto: Lusa

A 51.ª edição do Rali de Portugal vai ter um total de 349,17 quilómetros cronometrados, divididos por 19 classificativas.

Por SAPO Desporto c/Lusa sapodesporto@sapo.pt

O francês Sébastien Ogier (Ford Fiesta RS), quatro vezes campeão do mundo de ralis, admitiu hoje pensar mais na conquista do quinto cetro mundial do que no mesmo número de vitórias no Rali de Portugal.

“É sempre a mesma desculpa, mas se pensamos no primeiro dia sabemos que, provavelmente, vamos perder muito tempo nos outros dias. Este rali é difícil de ganhar, mas nada é impossível”, afirmou Ogier, na véspera do arranque da sexta prova do campeonato do mundo.

O francês, vencedor em Portugal em 2010, 2011, 2013 e 2014, lidera o Mundial, com 16 pontos de vantagem sobre o finlandês Jari-Matti Latvala (Toyota Yaris) e 18 sobre o belga Thierry Neuville (Hyundai i20), que venceu as últimas duas provas, em França e na Argentina.

“Não estou mal, senti conforto no carro na Argentina, mas não andei rápido o suficiente, estamos a tentar acertar nas afinações. Antes da Argentina mudámos bastante e pareceu bem nos treinos, mas não foi suficiente na corrida, agora espero que esteja melhor”, explicou Ogier, recordando a única das cinco provas de 2017 em que falhou o pódio.

Sem pensar no recorde de cinco vitórias em Portugal do finlandês Markku Alen, Ogier, que venceu em Monte Carlo a prova de abertura da temporada, voltou a lamentar ser o primeiro a partir nos dois primeiros dias, na quinta-feira, na superespecial de Lousada, e na sexta-feira, para a primeira etapa.

“Penso que continua a ser muito difícil, é um pouco menos do que no passado [quando o líder do Mundial partia em primeiro nas duas primeiras etapas], mas um dia continua a ser complicado, porque os carros e os pilotos estão a andar a ritmos muito parecidos. Mas, se queremos pensar no campeonato, temos de lutar com os que andam perto de ti”, frisou o gaulês.

Igualmente pragmático, Latvala, vencedor em 2017 do rali da Suécia, apontou como objetivo terminar no pódio o Rali de Portugal, que já conquistou em 2015, para poder aproximar-se do topo da classificação de pilotos.

“Estou em segundo, estou muito contente com este início de época. Consegui dois pódios e depois bons resultados que não foram suficientes para chegar ao pódio. Aqui, se conseguir chegar ao pódio e colocar alguma pressão no Sébastien [Ogier] será sempre bom, mas temos de ter em atenção que o Thierry Neuville tem sido o mais rápido e está a apenas dois pontos de mim”, referiu.

Na sua antevisão da competição, o finlandês encontrou ainda outros candidatos ao triunfo, no domingo, para justificar a sua ambição: “Vai ser uma competição apertada, porque o Kris Meeke (Citroën C3), o Ott Tänak (Ford Fiesta RS) e o Elfyn Evans (Ford Fiesta RS) também vão querer ganhar, por isso, chegar ao pódio já vai ser um bom rali”.

À procura da terceira vitória consecutiva, Neuville também apresentou a sua candidatura a um lugar de honra.

“Tenho a certeza que podemos estar no pódio. Vais ser duro, o Kris Meeke e o Hayden Paddon também vão andar muito rápido. Penso que uma vitória não vai ser possível, mas um pódio sim. Sinto-me bem, estou contente com a equipa e tenho conseguido bons resultados, mas, se quero ser campeão tenho de me sentir ainda melhor. O Ogier é difícil de bater, mas todos estamos a melhorar, acho que é possível chegar perto dele, desde que não cometa erros”, explicou Neuville.

O britânico Kris Meeke, detentor do título em Portugal, venceu no México, mas abandonou na Córsega, com problemas mecânicos, e sofreu dois acidentes na Argentina, apresentou-se, cautelosamente, como candidato a disputar o triunfo.

“Tenho de ver como corre, demos passos no caminho certo nos testes e eu sinto-me sempre confiante para andar rápido, mas tenho de sentir o carro. É um cenário difícil, têm sido tantas coisas esta época, mas tenho de acelerar, ver como corre e aprender a não ficar frustrado”, salientou Meeke.

O atual nono da classificação de pilotos assegurou “confiança” para enfrentar “um cenário diferente do sentido no ano passado”, remetendo “certezas para domingo à tarde”.

A 51.ª edição do Rali de Portugal, que vai ser disputada entre quinta-feira e domingo, arranca com uma superespecial de 3,36 quilómetros na pista de ralicrosse de Lousada, a partir das 19:03.

Conteúdo publicado por Sportinforma