Sporting

27-05-2011 19:38

Bruno de Carvalho propõe comissão de supervisão para eleições

O ex-candidato à presidência dos leões disse não estar disponível para contribuir com ideias enquanto não for feita uma auditoria ao clube.
Bruno de Carvalho propõe comissão de supervisão para eleições

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

Bruno de Carvalho, candidato à presidência do Sporting derrotado nas eleições de 26 de Março, defendeu hoje a necessidade de o novo Regulamento Eleitoral consagrar a criação de uma Comissão de Supervisão do Acto Eleitoral, para garantir a transparência.

Na apresentação da proposta de Regulamento Eleitoral, Bruno de Carvalho referiu que «a desejável existência» da comissão permitirá «analisar, apreciar e discutir sobre eventuais reclamações e recursos nos actos eleitorais», além de ser dotado de competência para «uma eventual recontagem dos votos».

Essa comissão, preconiza Bruno de Carvalho, complementa a Mesa da Assembleia-Geral e será «composta por um representante de cada uma das listas de candidatura e por mais cinco ou seis membros para o efeito eleitos pelo Conselho Leonino».

Bruno de Carvalho salientou que «é necessário dotar o clube de um Regulamento Eleitoral que garanta a transparência dos actos eleitorais, procedimentos à prova de quaisquer suspeita e o funcionamento exemplar das respectivas assembleias eleitorais».

Acrescentou que um novo regulamento constituiu preocupação sua e vincou que continua «decidido e determinado» em contribuir com «iniciativas indispensáveis para conduzir no futuro» o clube «ao seu verdadeiro lugar no panorama desportivo nacional e internacional».

Advogou ainda que é preciso «garantir que a capacidade eleitoral dos sócios do Sporting seja acompanhada de uma efectiva possibilidade de exercer o seu direito de voto sem terem de se deslocar a Lisboa», pelo que o voto presencial deve ser substituído por «formas alternativas de voto, como o voto electrónico e o voto por correspondência».

Bruno de Carvalho afirmou que as alterações que propõe no Regulamento Eleitoral se estendem à necessidade de criar um «duplo controlo presencial e documental dos sócios votantes» e de «clarificação das regras relacionadas com a ocupação das assembleias de voto e áreas adjacentes e as presenças junto das urnas de voto».

Outra relevante sugestão de Bruno de Carvalho, que perdeu as eleições para Godinho Lopes por 360 votos, é a consagração no regulamento de «uma segunda volta do acto eleitoral para o Conselho Directivo caso nenhuma das listas candidatas obtenha uma maioria absoluta dos votos expressos na primeira volta».

Defende ainda que o prazo de convocação de eleições deva ser de 60 dias, em vez dos «14 dias» actuais, devendo o segundo acto eleitoral preconizado ocorrer «no segundo fim de semana após o primeiro», e que haja uma «diminuição da discrepância entre escalões de voto».

Além do Regulamento Eleitoral, Bruno de Carvalho frisou que também é «necessário alterar os estatutos para garantir uma maior democraticidade» e acentuou que devem ser «adoptadas regras de gestão económico-financeira objectivas e transparentes e acessíveis aos sócios», para que «terminem de vez as ambiguidades, os equívocos e as opacidades na relação entre a SAD e o clube».

Bruno de Carvalho reiterou ainda que é preciso realizar uma auditoria «externa, financeira e de gestão» e declarou que enquanto tal não acontecer «haverá sempre dúvidas».

O associado do Sporting deixou claro que não está disponível «para contribuir» com ideias e colaborar com o Conselho Directivo presidido por Godinho Lopes enquanto não for realizada a auditoria.