O presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, endereçou hoje as “maiores felicidades” a Fernando Santos, que abandonou na quinta-feira o cargo de selecionador nacional de futebol, após a ‘queda’ no Mundial2022.

“Não quero dar opinião se [as duas partes] chegaram a acordo. Sei que o [presidente da Federação Portuguesa de Futebol] Fernando Gomes é um homem de bom senso e rigor, que seria incapaz de tratar mal quem deu tanto à seleção. Sendo um facto consumado, desejo as maiores felicidades à seleção nacional, seja quem for o seu futuro treinador, e ao Fernando Santos”, partilhou aos jornalistas o líder máximo dos campeões nacionais.

Desde 2014 no cargo, Fernando Santos, de 68 anos, concedeu os dois primeiros troféus internacionais no patamar sénior a Portugal, com a conquista do Euro2016 e da Liga das Nações de 2019, após ter levado o FC Porto ao inédito pentacampeonato, em 1998/99.

“Se entenderam que era o melhor para ambas as partes, não tenho comentário. Tenho é muito respeito e estima pelo engenheiro Fernando Santos, um nome que está ligado ao FC Porto. Portugal nunca pode esquecer que foi ele que nos conduziu às únicas vitórias internacionais em seniores que temos. Desejo que o engenheiro continue a sua carreira, até porque ainda tem muito para dar ao futebol”, prosseguiu Jorge Nuno Pinto da Costa.

O dirigente falava à margem do jantar de natal organizado pela comissão de apoio à sua recandidatura à liderança do FC Porto, em Fânzeres, vila de Gondomar, cinco dias após Portugal ter perdido com Marrocos (0-1) nos quartos de final do Mundial2022, na 19.ª e última derrota da ‘era’ Fernando Santos, que registou também 67 vitórias e 23 empates.

Diogo Costa, Pepe e Otávio foram os atletas cedidos à seleção nacional pelos ‘dragões’, que estiveram ainda representados no Qatar pelo sérvio Marko Grujić, pelo canadiano Stephen Eustáquio e pelo iraniano Mehdi Taremi, então comandado por Carlos Queiroz.

“Quando há seleção, não gosto de falar dos jogadores do FC Porto. Para mim, são todos iguais quando estou a ver seleção. Tanto me faz quem marca o golo e quem joga melhor ou pior. São todos portugueses. Em relação às atuações dos jogadores do FC Proto, não as quero comentar em especial. Todos deram o máximo que podiam. Não fomos felizes, mas não podemos esquecer que chegamos aos quartos de final, que muitas vezes não alcançamos”, rememorou, sobre a terceira melhor prestação lusa, atrás de 1966 e 2006.

Defendendo que a polémica em torno de Cristiano Ronaldo “deu muito jeito para encher programas televisivos numa altura em que o futebol está parado”, Jorge Nuno Pinto da Costa foi questionado acerca do futuro do capitão da seleção portuguesa, que acertou a desvinculação contratual com os ingleses do Manchester United antes do Mundial2022.

“Compete a ele e aos clubes interessados [decidir o futuro], mas acho que em Portugal ninguém tem capacidade de lhe poder dar o vencimento que aufere e quer obviamente continuar a auferir, já que ainda tem valor para isso”, terminou o presidente do FC Porto.