O clube da Amadora terminou a época 2008/09 em 11º lugar, um feito dado todos os problemas financeiros que se sobrepuseram à época desportiva: salários em atraso desde o início, três pré-avisos de greve e no final o clube viu-lhe negado o Plano Extrajudicial de Conciliação (PEC), que lhe permitiria um acordo para pagar as dívidas ao Fisco e à Segurança Social. Com este cenário, a Liga de Clubes sentenciou e não permitiu a inscrição do clube, que se viu remetido à II Divisão.

Este ano, mais do mesmo. Como escreve o jornal O Jogo, desde Novembro que os jogadores não recebem qualquer salário, mas o sub-capitão, Filipe Martins, formado no clube da Reboleira, assumiu que há um pacto para levar a época até ao final.

“A situação está muito complicada, mas fizemos um pacto e vamos treinar até ao fim. Ninguém poderá acusar os jogadores, caso o futebol profissional chegue ao fim”, frisou o jogador, mostrando que o plantel tomou a mesma atitude que os seus colegas na época transacta.

Filipe Martins acrescentou ainda que o fazem “pelos sócios, que apesar de não serem muitos, acompanham a equipa para todo o lado”. Ontem, na deslocação à Tapadinha, para o confronto com o Atlético, que resultou num empate a um golo, a equipa teve de ir num autocarro alugado já que o veiculo do clube foi apreendido por falta de pagamento ao seguro.

A situação não é melhor para os funcionários do Bingo, onde já foram despedidas 12 pessoas, e nem para o departamento de futebol.

Já sem o presidente, António Oliveira, é o administrador judicial Paulo Sá Cardoso que comanda os destinos do clube desde Outubro de 2009 e não foge às críticas.

“Parece que não tem qualquer sensibilidade para os nossos problemas. Estamos fartos de promessas relativamente aos pagamentos”, remata o sub-capitão amadorense.