José Mourinho diz que o futebolista internacional português Ricardo Carvalho, contratado há dias, dá ao Real Madrid “o toque de experiência e sentido posicional” que uma equipa jovem necessita e considera que Pepe “trabalha muito bem”.

“O Ricardo vai dar a uma equipa de jovens o toque de experiência e sentido posicional que ela precisa”, afirmou à Agência Lusa o treinador português do Real Madrid.

Segundo Mourinho, “Casillas, com 29 anos, Alonso e Pepe, com 27, e Cristiano, com 25, são os veteranos de uma equipa toda ela muito jovem e o Ricardo, que já jovem vivia do seu sentido posicional, da sua leitura do jogo, da sua tranquilidade, está inteiro fisicamente e tem todas as suas qualidades apuradas”.

Para o técnico, Ricardo Carvalho, que já tinha orientado no FC Porto e no Chelsea, “é um grande jogador”, que fala o seu “idioma futebolístico”, pelo que a adaptação “é fácil” tanto para o defesa como para o treinador.

O treinador adiantou que o também defesa internacional português Pepe “está óptimo” e “é um rapaz sério”, recordando que o quis quando orientava a equipa do FC Porto e o jogador ainda estava no Marítimo.

“Pepe está óptimo. Parece-me feliz. Quis Pepe para o FC Porto, mas, como fui para o Chelsea, nunca trabalhei com ele. Chegou agora o momento e estou a gostar muito. É um rapaz sério, que trabalha muito bem e vai melhorar connosco e o nosso método”, afirmou.

Pepe lesionou-se no estágio realizado nos Estados Unidos, mas o técnico conta com ele para o início da Liga espanhola: “Tem um problema resultante da sua teimosia – a boa teimosia de jogar com dores e não decidir parar. Gosto de jogadores com esta teimosia. Mais uma semana, máximo duas, e estará aí para o inicio do campeonato”.

Referindo-se ao encontro com o Bayern de Munique, disse que “foi óptimo” rever Louis van Gaal e “ter o privilégio de cumprimentar e participar na homenagem” a Beckenbauer, mas considerou que o jogo foi “cedo demais” para o Real Madrid.

“Eles a 100 à hora e com rotinas de trabalho com o mesmo treinador, nós cheios de jogadores com ‘jet-lag’, estreantes, chegados de jogar pelas selecções 48 horas antes... Mas não andamos a jogar para golear e para ter facilidades, andamos a treinar para jogar cada vez melhor e procuramos dificuldades”, frisou.

José Mourinho lembrou que é por essa razão que terça-feira o Real Madrid joga com o Standard de Liège, “outra equipa já com o campeonato iniciado”.

“Apesar disso, gostei da atitude da equipa perante as dificuldades (em Munique), da postura enquanto equipa, de alguns princípios de jogo que estamos a trabalhar. E ganhar é sempre uma sensação bem-vinda”, afirmou à Lusa.

Afirmando-se “feliz no Real Madrid” e “ansioso por começar a competir a sério”, disse que, após ter ganho tudo no Inter de Milão em 2009/10, quando levou o clube italiano ao título europeu, precisava de “procurar novos desafios, construir nova equipa, enfrentar novos adversários”.

“Podia estar no Inter a viver dos louros, a preparar-me para ganhar três títulos em quatro jogos, uma Supertaça italiana, uma Supertaça Europeia e o Campeonato do Mundo de Clubes, mas estou muito contente com a decisão de vir para o Real Madrid. Acho que precisava disto”, rematou.

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