FC Barcelona e Juventus defrontam-se sábado em Berlim, numa final da Liga dos Campeões em futebol em que ambos, na oitava presença, procuram o ‘triplete’, depois de vencerem os respetivos campeonatos e taças nacionais.

Com Lionel Messi de regresso ao seu melhor nível, a um nível que se apelida de ‘extraterrestre’, a que só ele consegue chegar, o ‘Barça’ surge como favorito, numa primeira época sob o comando de Luis Enrique prestes a tornar-se perfeita.

A ‘Juve’ já não pode alcançar a perfeição, pois caiu face ao Nápoles na Supertaça italiana, mas, no ano 1 de Massimiliano Allegri, busca algo inédito na sua história, num palco onde a Itália se sagrou campeã mundial em 2006.

Os catalães procuraram o quinto título - depois dos logrados em 1992, 2006, 2009 e 2011 -, que os colocaria no terceiro lugar do ‘ranking’, ao lado de Liverpool e Bayern Munique e apenas atrás de AC Milan (7) e Real Madrid (10).

Por seu lado, os transalpinos lutam pelo terceiro, após as vitórias em 1985 e 1996, e para evitarem o sexto desaire em finais – lideram esse ‘ranking’, com cinco, em igualdade com Benfica e Bayern Munique. O ‘Barça só perdeu duas.

Apontado, como todas as épocas, como um dos candidatos ao título, o FC Barcelona fez uma segunda metade de época extraordinária, com Messi a encabeçar um ‘tridente’ atacante demolidor, juntamente com Neymar e Luis Suárez.

Juntos, os três avançados sul-americanos já marcaram 120 golos – 58 do argentino, 38 do brasileiro e 24 do uruguaio, que chegou mais tarde -, um registo impressionante, com ‘chancela’ Luis Enrique, que os soube encaixar no ‘onze’.

O maior mérito não pode, porém, ser tirado a Lionel Messi, à sua ‘magia’, à capacidade de desequilibrar, ele que, muitas vezes funcionando como ‘playmaker’, junta 27 assistências aos 58 golos e tem aparecido nos grandes momentos, mostrando que é, sem dúvida, o melhor do Mundo.

O argentino marcou o golo que selou a vitória na Liga espanhola, no reduto do Atlético de Madrid (1-0), e ‘bisou’, com um golo memorável em casa jogo, na final da Taça do Rei, com o Athletic (3-1), e na primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões, na receção ao Bayern Munique (3-0).

Caso fature em Berlim, o ‘10’ do FC Barcelona acaba a época como o melhor marcador da presente edição (soma os mesmos 10 tentos de Cristiano Ronaldo) e da prova (igualados a 77) e como o segundo jogador a marcar em três finais, depois do ‘mitico’ Di Stéfano, que faturou em cinco (1956 a 1960).

Além de Messi e do ‘tridente’, o ‘Barça’ conta com uma defesa segura, com Piqué, também de volta ao seu melhor nível, a liderar, ao lado de Mascherano, e dois laterais ofensivos (Dani Alves e Alba). Ter Stegen é o guarda-redes na Europa.

No meio campo, Xavi, que está de saída, perdeu para Rakitic um lugar que ocupou durante muitos anos, mantendo-se Sergio Busquets, como jogador mais recuado, e Iniesta, numa função mais defensiva do que em época anteriores.

Quanto à Juventus, não era das mais fortes candidatas a chegar à final, mas, 12 anos depois, com uma passagem pela segunda divisão pelo meio, está de volta, num percurso em que deixou pelo caminho o Real Madrid, campeão em título.

A equipa italiana impediu os ‘merengues’ de revalidar o título, mantendo uma tradição intocável na ‘era Champions’ (desde 1992/93), e agora está a uma vitória de uma surpresa ainda maior, com uma mescla de veteranos e jovens promissores.

Buffon, Lichtsteiner, Chiellini, Evra, Pirlo e Tevez, todos nos ‘30’, são os líderes da equipa, com a irreverência a vir de jogadores como Pogba (22 anos) ou Morata (22), o responsável ‘material’ pela eliminação dos madrilenos.

Bonucci, Marchisio e Vidal completam um ‘onze’ de grande qualidade, sendo que Allegri tem mais soluções de qualidade, como Barzagli, Cáceres, Padoin, Roberto Pereyra ou Llorente.

O encontro entre o FC Barcelona a e Juventus está marcado para as 20:45 locais (19:45 de Lisboa) no Estádio Olímpico de Berlim.

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