Milhares de pessoas participaram, esta terça-feira, num protesto do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) em frente à Câmara Municipal de São Paulo, após ter sido novamente adiada a votação do novo Plano Diretor.

O MTST ocupou ruas e foram montadas barracas de lona em frente ao edifício, com o grupo a garantir que não irá abandonar o local até que o documento seja aprovado, algo que, segundo a imprensa brasileira, poderá ocorrer até sexta-feira.

De acordo com dados da organização, pelo menos 5.000 pessoas juntaram-se ao protesto, que começou na tarde de terça-feira e se estendeu até ao início da noite, enquanto a Polícia Militar aponta para aproximadamente mil participantes.

"Só neste ano viemos protestar pelo menos seis vezes aqui. Já que eles não querem deixar que a gente tenha casa, a nossa casa vai ser aqui", afirmou o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, em declarações reproduzidas pela imprensa brasileira.

O movimento anunciou dois dias antes do arranque do Mundial de futebol, a 12 de junho, que não iria realizar manifestações durante o evento após ter alcançado um acordo com o governo brasileiro que cedeu a algumas das suas reivindicações, que incluiam, entre outras, a construção de um novo complexo habitacional para famílias com baixos rendimentos.

Contudo, apesar da garantia de que não seriam realizados protestos contra o Mundial de futebol, ficou a ressalva de que poderiam ser convocadas manifestações pela votação do Plano Diretor, que irá estabelecer novas regras para a construção na cidade com 20 milhões de habitantes.

“As mobilizações serão menos intensas porque reivindicações foram acolhidas. Contudo, o MTST estará na câmara a pressionar os vereadores com vista à aprovação do Plano Diretor”, disse, na altura, o coordenador dos Sem-Teto, que lutam há décadas pelo digno acesso a uma casa.

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