O Mundial de futebol Qatar2020 está envolto “num enorme ceticismo” e a ser alvo de ataques “maliciosos e injustificados”, disse esta segunda-feira o secretário-geral adjunto do comité organizador, Nasser Al-Khater.

“Desde que foi escolhido há cerca de seis anos para receber o Mundial2020 que o Qatar tem recebido inúmeras críticas por parte da comunidade internacional e de quem nunca pisou o país”, referiu Nasser Al-Khater num congresso sobre futebol em Doha.

Ainda de acordo com o dirigente, os organizadores do Mundial2020 “têm respondido, ao longo dos últimos anos, aos vários e inarráveis ataques provenientes dos mais variados setores”.

Em causa estão investigações de alegada corrupção na atribuição do Mundial de 2020, que já foi negado por Doha, a violação dos direitos básicos humanos na construção dos estádios e o próprio clima do Qatar, com temperaturas extremas.

A Amnistia Internacional acusou também os organizadores do Mundial2020 de estarem a usar trabalho escravo na construção dos estádios, alegações igualmente negadas pelo Qatar, que diz estar a desenvolver importantes reformas laborais.

"Acho que é a hora de os críticos nos começarem a ouvir e acho que eles estão a chegar à conclusão de que o Mundial no Qatar não é uma má ideia”, disse ainda Nasser Al-Khater.

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