Depois de serem eliminados para a Taça de Portugal, pelo FC Porto, e de serem afastados pelo Sporting de Braga da luta pelo título, o Sporting disse adeus a mais uma competição esta noite, encerrando de forma negativa o difícil ciclo do mês de Fevereiro.

A jogar na casa do rival, Jorge Jesus poupou Cardozo e Saviola e lançou de início Éder Luís e Alan Kardec. Do lado do Sporting, Carlos Carvalhal apostou em Pongolle e Liedson na frente de ataque, e Pedro Mendes, João Moutinho, Adrien Silva e Izmailov no meio-campo.

O lance decisivo do dérbi foi protagonizado por João Pereira, que ao tentar o desarme (se é que tentou) a Ramires atinge em cheio o brasileiro, não dando outra hipótese a Olegário Benquerença que não fosse a expulsão logo aos seis minutos. Na cobrança da falta, Carlos Martins coloca direitinho em David Luiz, que sem oposição, nas alturas, fez o 0-1. Minuto fatídico para a equipa verde e branca.

A jogar com apenas dez unidades, o Sporting tentava adaptar-se à superioridade numérica do Benfica mas sem criar reais lances de perigo.

O conjunto de Jorge Jesus aproveitava bem as debilidades técnicas de Pedro Silva, que entrou para substituir Adrien, e através de uma arrancada de César Peixoto na esquerda, Ramires dá o melhor destino ao passe do português para o 2-0.

O jogo parecia resolvido quando um Sporting ferido voltou a jogo na figura de Liedson. O jogador do Sporting mais inconformado com o resultado pegou no esférico perto do meio-campo, e após driblar três adversários, surpreende Júlio César com o remate certeiro fora da grande área.

Os leões marcavam em cima do intervalo e devolviam alguma esperança aos adeptos sportinguistas.

Na segunda parte, nenhum dos técnicos fez alterações e foi o Sporting que entrou determinado em inverter o rumo dos acontecimentos. Izmailov, logo aos 52 minutos de jogo, assiste Liedson que remate com perigo às malhas laterais.

O Benfica respondeu com Di Maria, a fintar três adversários na grande área do Sporting mas a perder a objectividade no momento decisivo e a perder a bola para Polga.

Carlos Carvalhal apostou tudo e tirou de campo Pongolle para dar entrada a Yannick Djaló. O Sporting corria contra o prejuízo mas foi o Benfica quem ampliou a vantagem aos 67 minutos de jogo. Na cobrança de um pontapé de canto, Luísão surge imperial por entre os defesas contrários para de cabeça fazer o 3-1 e praticamente resolver a partida.

Com o jogo resolvido, Jorge Jesus lançou Saviola, Cardozo e Aimar para aumentar ainda o ritmo de jogo e controlar qualquer reacção leonina. Quando tudo parecia resolvido, Cardozo resolve fazer uma obra de arte e, surpreendendo Rui Patrício, amplia de forma magistral o resultado para 4-1.

No final do encontro, os jogadores aplaudiram os adeptos, e se por um lado os adeptos encarnados retribuíram o agradecimento dos seus atletas, já não se pode dizer o mesmo dos adeptos leoninos, que lançaram uma monumental vaia aos seus jogadores.

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