Os atletas estão proibidos de protestar nos pódios e nos terrenos de jogo nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 e nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022, anunciou hoje o Comité Olímpico Internacional (COI).

A decisão do COI surge após uma recomendação da Comissão de Atletas, na sequência de um estudo, em que mais de dois terços dos 3.547 atletas questionados consideram que "não é apropriado manifestar ou exprimir o seu ponto de vista" no pódio, no campo ou nas cerimónias oficiais.

Esta recomendação surge na sequência de pedidos para que seja flexibilizado o artigo 50.º da carta olímpica, que proíbe qualquer "manifestação ou propaganda política, religiosa ou racial".

"As pessoas interrogadas tendem a pensar que é apropriado os atletas manifestarem ou exprimirem as suas opiniões nos media, nas conferências de imprensa e nas zonas mistas", refere o COI.

Dentro das recomendações adotadas pela comissão executiva, está a adaptação do juramento olímpico, para prometer coesão e a não discriminação, sendo distribuídas aos atletas roupas com as palavras paz, solidariedade e igualdade.

Na sequência de vários protestos do movimento Black Lives Matter, o Comité Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos tinha anunciado que os seus atletas eram livres de levantar o punho ou ajoelhar-se durante o hino nacional.

Em relação aos Jogos Olímpicos de Inverno, tem havido pedidos de boicotes à China, devido à repressão sobre os uigures na província de Xinjiang e à restrição de liberdades em Hong Kong.

Seja o melhor treinador de bancada!

Subscreva a newsletter do SAPO Desporto.

Vão vir "charters" de notificações.

Ative as notificações do SAPO Desporto.

Não fique fora de jogo!

Siga o SAPO Desporto nas redes sociais. Use a #SAPOdesporto nas suas publicações.