O espanhol Gustavo Veloso, vencedor da Volta a Portugal em bicicleta, assumiu-se hoje como candidato à revalidação do título, considerando que poderá tirar vantagem do longo contrarrelógio da penúltima etapa.

“Penso que é um percurso muito equilibrado. Evidentemente tem um contrarrelógio e um prólogo, mas também tem três finais em alto complicados, tem o final em Viana que não deve fazer muitas diferenças, mas não deixa de ser um final a subir e as etapas de transição também não são fáceis. Penso que, pelo que vi aí, só a de Castelo Branco e Lisboa [são fáceis]. O resto das etapas têm alguma complicação e há que estar atento”, começou por dizer o galego, no final da apresentação do percurso da 77.ª edição.

Questionado sobre se é favorito, o corredor da W52-Quinta da Lixa defendeu que tem de apresentar-se como tal. “Sou o último vencedor da Volta, tenho de assumir. Só que também há outros ciclistas que têm demonstrado um grande estado de forma nos últimos anos, desde o anterior vencedor Alejandro Marque, o Rui Sousa, o [Hernâni] Broco. Tenho a sorte de um dos mais fortes estar na minha equipa, que é o Délio [Fernández], mas para mim não é um inimigo. O [Ricardo] Mestre também”, enumerou.

Além dos eternos candidatos, Gustavo Veloso considera há um grupo de corredores aos quais não se pode dar muita margem, como Joni Brandão, Daniel Silva, Amaro Antunes ou Sérgio Sousa.

“Em todas as equipas há dois ciclistas que se a Volta se puser bem para eles podem aguentar e dar uma surpresa. São corredores a que não podes dar tempo nessas etapas que parecem de transição. É gente que é muito perigosa nas fugas e podem fazer virar uma classificação numa Volta”, sublinhou.

No entanto, o galego reconheceu que ele e o amigo Alejandro Marque, vencedor da Volta2013, poderão retirar vantagem do longo contrarrelógio da penúltima etapa (34,2 quilómetros entre a Praia de Pedrógão e Leiria).

“O facto de estarmos, o Marque e eu, que fazemos um bocadinho mais de diferença no crono, faz com que tenham de atacar na montanha para conseguir vantagem. Há suficiente montanha para poder, num determinado momento, conseguir muita vantagem, sobretudo nessas três etapas, que vão fazer que seja uma Volta bonita”, esclareceu.

Por sair para o prólogo de Viseu com o dorsal número um, Veloso chama a si a liderança da W52-Quinta da Lixa, mas frisa que a equipa nunca vai fechar portas a uma liderança de Délio Fernández.

“Se a corrida for favorável ao Délio, ou a qualquer outro colega da equipa, todos temos claro que o importante é que a Volta fique na equipa. E se não for eu, quem melhor do que outro colega para ganhar?”, acrescentou.

O outro galego da W52-Quinta da Lixa, terceiro classificado da edição do ano passado, confessou que vai trabalhar para o amigo Gustavo, salientando que o papel de trabalhador não o incomoda.

“O Gustavo e eu somos melhores juntos do que separados. Temos um grande entendimento e vamos trabalhar numa mesma direção, que é ganhar a Volta a Portugal e que fique dentro da equipa. Há que respeitar o atual vencedor, que é o Gustavo. Conta com uma grande vantagem, que é ser bom no contrarrelógio, que se calhar é onde mais tempo posso perder”, assumiu.

A 77.ª Volta a Portugal em bicicleta, hoje apresentada, disputa-se entre 29 de julho e 09 de agosto, entre Viseu e Lisboa.

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