O F.C. do Porto frente ao Vitória de Setúbal repetiu o modelo 4x3x3. Mas os intérpretes mudaram. Hulk, Moutinho, e Fernando ficaram no banco para não se desgastarem, para o jogo com o Shakhtar Donetsk? Clube que há 9ª jornada lidera o campeonato ucraniano, sem derrotas e com uma média de 2,6 golos por jogo. 

Os modelos de jogo só representam o posicionamento inicial dos jogadores. A dinâmica, a interpretação do plano ensaiado, o envolvimento dos jogadores em função da bola e dos opositores, para além da classe dos actores, é que fazem as equipas funcionar.

É importante para que tal suceda que nos lances de ataque se faça a integração de jogadores do sector defensivo na zona média e no ataque, e os médios na zona de remate. Defender? Neste jogo o Porto não precisou de defender. 

As desvantagens deste modelo são: é que nem sempre se joga perante um adversário tão simpático. Jogar com trinco (s) à frente dos centrais começa a ser arcaico. Os médios devem fazer o binómio defesa ataque, para que exista evolução atacante.

O que não se viu na 1ª parte, pois o perigo surgiu mais em lances de bola parada, do que de bola corrida. Dos 3 remates à trave dois foram no seguimento de livres. Kleber fica desapoiado, e o absurdo é que rematou menos que os extremos e os médios. Dois remates, é muito pouco. Já dissemos que Kleber subirá quando James actuar na sua orla periférica

Vantagens do 4x3x3 do Porto de ontem: os laterais avançaram muito e bem pelos corredores. Criando várias situações de pré finalização com os seus centros e passes para golo. Exemplo o 3º que começou em Fucile, o qual está a adquirir a forma. Bem-vindo Álvaro Pereira. 

O meio campo da 2ª parte foi uma delícia vê-lo actuar. Moutinho é imprescindível, que golo. Belluschi não defende, mas encanta com lances inteligentes, o passe para Hulk foi soberbo, e o golo que marcou foi excelente. Defour é reforço, ataca e defende, criou espaço penetrou na área, Moutinho isolou-o, e ele cabeceou obrigando Diego a fazer uma defesa espectacular. 

No ataque Rodriguez transpirou imenso e a titularidade já cheira a cebola. James trata a bola como se fosse sua namorada, toca-a com meiguice, acaricia-a. Querem fazer dele, um estremo, mas ele é um organizador de jogo, e por simpatia desloca-se para o corredor central, local onde fez jogar, rematou várias vezes e concretizou em golo, a vistosa jogada colectiva que começou em Fucile, passou por Belluschi, chegou a Hulk que a ofereceu a James. 

Conclusão, esta extravagante jogada culminou o autêntico banho de bola, que o Porto proporcionou na 2ª parte. 

O Vitória de Setúbal tem tido bom comportamento, mas ontem foi um grupo de 11 jogadores que só incomodaram Helton em 2 vezes. Quem só defende, (e mal como ontem), acaba por perder. O Vitória não pressiona. Nos 2 primeiros golos, os marcadores tiveram tempo para tudo. Falta dinâmica, ritmo e velocidade de pensamento e de pernas. Mais de metade da equipa está na casa dos 30 anos. É experiência a mais e gás a menos.

O jovem Bruno Ribeiro terá muito trabalho para rectificar o futebol setubalense. 

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