O ex-futebolista do FC Porto Rodolfo Reis considera não haver favoritos para o “clássico” de sexta-feira, na Luz, embora considere os portistas superiores ao Benfica em termos anímicos.

«Se a diferença estivesse em cinco pontos, seria o Benfica, mas neste momento, com essa vantagem anulada, e embora o jogo seja na Luz, penso que não há favoritos», afirmou à Agência Lusa o ex-médio do FC Porto.

Rodolfo Reis acredita que «a vitória pode pender para um ou outro lado» e, «sem pretender cair num lugar-comum», sustenta que «serão os jogadores individualmente a fazer a diferença».

«Para o FC Porto, as perspetivas são muitos grandes, porque recuperar nos dois últimos jogos cinco pontos para o Benfica é extraordinário», adiantou Rodolfo Reis.

Ainda de acordo com o ex-jogador, «ninguém imaginava, nem mesmos os atletas do FC Porto pensariam que isso seria possível, mas aconteceu, pelo que os ‘dragões’ estão com os ânimos no máximo, ao contrário do Benfica».

«Por isso, acho que o FC Porto parte em vantagem, frente a um Benfica que se poderá revelar mais temeroso, embora esteja a jogar em casa e seja sempre uma equipa temível», considerou.

Rodolfo Reis acredita que «os índices psicológicos do FC Porto estão mais fortes do que os do Benfica» e, a apostar num vencedor, não hesitaria em optar pelos “dragões”.

«Ainda mais dramático foi quando fomos campeões ao fim de 18 anos (1977/78). O Benfica foi jogar às Antas e para nós o empate já era bom”, recorda Rodolfo Reis, traçando um paralelismo com o jogo de sexta-feira.

E continua: «O Benfica, que fez um belíssimo jogo, esteve a vencer 1-0 até perto do fim, mas conseguimos empatar e ser campeões. Lembro-me muito bem desse jogo e de como me marcou».

Rodolfo Reis, de 58 anos, representou a equipa principal dos “dragões” de 1971/72 a 1983/84, tendo sido o único clube que representou. Disputou um total de 253 jogos e marcou sete golos.

Do seu currículo fazem parte dois títulos de campeão nacional, em 1977/78 e 78/79, e duas Taças de Portugal, em 1976/77 e 83/84.

Rodolfo Reis foi ainda chamado por seis vezes à seleção nacional.