Um juiz de instrução criminal no Tribunal de Braga decidiu levar a julgamento um futebolista cabo-verdiano e o seu agente, por alegadamente terem forjado documentos que “cortaram” na idade do jogador, permitindo-lhe atuar num campeonato de juniores.

Segundo uma nota hoje divulgada pela Procuradoria-Geral Distrital do Porto na sua página na Internet, o futebolista está ainda acusado de um crime de falsas declarações e o agente de um crime de auxílio à imigração ilegal.

A acusação do Ministério Público, agora corroborada pelo juiz de instrução, considera indicado que os arguidos obtiveram documentos falsos, concretamente um passaporte e um certificado do registo criminal, ambos da República de Cabo Verde.

Com esses documentos, terão conseguido que o futebolista celebrasse, em janeiro de 2014, um contrato de formação desportiva com um clube de futebol português e fosse admitido a participar no campeonato da época de 2013/14, na categoria de júnior A, “apesar de já não ter idade para tal”.

Ainda segundo o Ministério Público, o arguido futebolista instruiu, com os mesmos passaporte e certificado de registo criminal falsos, um pedido de obtenção de visto e autorização de residência em território nacional, que apresentou na Delegação Regional de Braga do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

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