Ronaldinho Gaucho continua detido no Paraguai, embora já não esteja confinado na prisão, mas sim em prisão domiciliária no hotel Palmaroga, em Assunção, capital do país, depois de ter pago uma fiança de 920 mil euros.

Em entrevista ao jornal paraguaio 'ABC Color', Ronaldinho conta que foi surpreendido ao descobrir que os passaportes que ele e o irmão estavam a utilizar eram falsos.

"Ficamos totalmente surpreendidos ao sabermos que os documentos não era legais. Desde então a nossa intenção tem sido colaborar com a justiça para esclarecer o que aconteceu. Desde esse momento até hoje, temos explicado tudo e facilitado tudo o que a justiça nos pede", disse, não escondendo se se trata de uma situação difícil.

"Foi um golpe duro, nunca imaginei passar por uma situação assim. Toda a vida procurei chegar ao mais alto nível profissional e levar alegria às pessoas com o meu futebol", afirmou.

O craque brasileiro explicou que viajou para o Paraguai para marcar presença em dois eventos no país.

"Tudo o que fazemos é em virtude de contratos que são geridos pelo meu irmão que é o meu representante. Neste caso viemos para participar no lançamento de um casino online conforme estava no contrato e para o lançamento do livro 'Craque da Vida' que foi organizado com a empresa no Brasil que tem os direitos da exploração do livro no Paraguai", explicou.

Ronaldinho, que agradece aos paraguaios pelo "calor, o carinho e o respeito desde o primeiro dia", abordou ainda os autógrafos e os jogos realizados enquanto esteve na prisão.

"Todas as pessoas com quem estive na Agrupación [polícia paraguaia] receberam-me com amabilidade; jogar futebol, dar autógrafos, fotos, é parte da minha vida, não tinha nenhum motivo para deixar de o fazer, muito mais com pessoas que estavam a viver um momento difícil como eu"

O brasileiro revelou ainda qual vai ser a primeira coisa que fará assim que regressar ao Brasil.

"O primeiro será dar um beijo grande à minha mãe que vive dias difíceis desde o inicio da pandemia da COVID-19 na sua casa, depois é absorver o impato que esta situação gerou e seguir em frente com fé e força", concluiu.

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