O Atlético Mineiro recusou-se hoje a enfrentar a Chapecoense na última jornada do campeonato brasileiro de futebol, depois de 19 jogadores desta equipa terem morrido num acidente de avião.

"Não disputaremos essa partida. Não iremos a Chapecó disputar o último jogo. Respeitamos o desporto, mas respeitamos o luto. Não podemos exigir isso a nenhum jogador", afirmou o presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno.

A posição do clube mineiro surge depois de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ter feito uma petição à Chapoecoense no sentido de apresentar uma equipa contituída por jogadores das camadas jovens na última ronda, que foi adiada de 04 para 11 de dezembro, devido à queda do avião na Colômbia.

Nepomuceno anunciou que comunicou a decisão do Atlético à CBF e que o clube está disposto a assumir eventuais penalizações. "Provavelmente a maior sanção será a perda de três pontos. Isso não muda nada, mas é o mínimo que podemos fazer pelas famílias das vítimas, pela cidade e pelo país, que está a sofrer com isto", acrescentou.

O desastre provocou a morte a 71 das 77 pessoas que seguiam a bordo, incluindo a maioria dos elementos da Chapecoense e acompanhantes, que se deslocavam para Medellín para defrontar a equipa colombiana do Atlético Nacional, na primeira mão da final da Taça Sul-americana.

Dos seis sobreviventes, três são jogadores da equipa de Chapecó, que continuam hospitalizados na Colômbia.

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