O Schalke 04 rescindiu o contrato de patrocínio com a Gazprom, empresa russa de produção e distribuição de energia, no quinto dia de invasão da Ucrânia pela Rússia, anunciou hoje o clube da segunda divisão alemã de futebol.

“O conselho de administração do Schalke 04, em consonância com o conselho de supervisão, decidiu rescindir o contrato com a Gazprom antes da data de vencimento”, anunciou o clube de Gelsenkirchen, que foi despromovido na época passada ao segundo escalão, no qual ocupa o quinto lugar.

Na quinta-feira, perante a “escalada” da ofensiva, o Schalke 04 anunciou que tinha retirado dos equipamentos oficiais todas as referências à Gazprom, patrocinador principal desde 2007 e a maior exportadora mundial de gás natural, cuja maioria do capital social é detida pelo Estado russo.

O contrato com a ‘gigante’ russa, que também patrocina a Liga dos Campeões, prolongava-se até 2025 e proporcionava um encaixe anual de nove milhões de euros (ME) ao clube alemão, valor que poderia aumentar para 15 ME em caso de subida à divisão principal.

“A capacidade financeira do clube não será afetada por esta decisão”, assegurou o Schalke 04, assinalando que “a direção acredita que poderá apresentar muito em breve um novo patrocinador”.

No fim de semana, o Borussia Dortmund, clube da Bundesliga, cuja cidade dista 25 quilómetros de Gelsenkirchen, deixou a entender que poderia prestar ajuda financeira ao Schalke 04, na eventualidade de uma rotura com a Gazprom.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram cerca de 200 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de perto de 370 mil deslocados para a Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

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