A direção da União de Leiria recusou a proposta de sócio ao ex-presidente do clube e da sociedade anónima desportiva João Bartolomeu, refere o clube em comunicado.

Segundo a informação da União de Leiria, a recusa está baseada "nos termos estatutários" do clube.

"Tendo reunido no dia 05 de fevereiro de 2015, a direção da União Desportiva de Leiria, nos termos estatutários, apreciou e deliberou sobre as últimas propostas de sócio rececionadas na secretaria do clube, tendo decidido da não admissão da proposta de sócio apresentada pelo Sr. João Alberto Amado Bartolomeu", lê-se na nota publicada na página da rede social do clube.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da União de Leiria, Rui Lisboa, não quis prestar mais declarações, enquanto João Bartolomeu recusou comentar a situação.

Este anúncio é feito num dia em que se realiza uma Assembleia-Geral da União de Leiria, às 21h30, para discutir a constituição de uma nova sociedade desportiva, preparando a próxima época de futebol.

"Queremos criar estruturas profissionais para não acontecer o que aconteceu este ano, em que falhámos a subida. Se subirmos à II Liga, temos de ter uma estrutura profissional a funcionar e é esse cenário que queremos antecipar, preparando as coisas com tempo", disse à agência Lusa o presidente da direção, Rui Lisboa, no passado dia 27 de janeiro.

A reunião está marcada para "analisar, debater e deliberar a constituição de uma sociedade desportiva", abrangendo as equipas de futebol sénior e júnior.

Esta época, a União de Leiria falhou por pouco o apuramento para a disputa da subida à II Liga.

"Se já tivéssemos a trabalhar uma estrutura 100 por cento profissional, se calhar, hoje estávamos a disputar a fase de subida. Só pode ter sido isso que falhou, porque não falhámos mais nada. Queremos criar um grupo maduro, que gira o futebol sem interferências do exterior", adiantou.

A União de Leiria foi sociedade anónima desportiva (SAD) entre 1999 e 2013, ano em que os credores decidiram pela extinção da mesma. Por pagar ficou uma dívida de cerca de 16 milhões de euros.

Essa experiência negativa será importante para a formação da nova SAD, garante Rui Lisboa.

"Tentamos aprender com os erros do passado. As pessoas envolvidas no clube querem o melhor para a União de Leiria. E vai haver uma grande diferença: o clube será sempre maioritário e não minoritário como no passado. Os sócios terão outro controlo sobre o que for feito", frisou.

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