Representantes de seis clubes do Campeonato de Portugal estiveram, na terça-feira, na Cidade do Futebol, em Oeiras, para entregar à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) uma carta em que pedem uma reunião com o presidente federativo.

À margem de uma manifestação que reuniu cerca de 200 adeptos, jogadores e membros das equipas técnicas de Fafe, Lusitânia de Lourosa, Praiense, Benfica e Castelo Branco, Olhanense e Real SC, os presidentes destes emblemas entregaram na Cidade do Futebol um pedido formal de reunião com Fernando Gomes para demonstrarem o seu desagrado pela decisão de terminar prematuramente o Campeonato de Portugal, promovendo Vizela e Arouca à II Liga.

A comitiva encabeçada pelo presidente da SAD do Olhanense, Luís Torres, foi recebida pelo vice-presidente da FPF, José Couceiro, que se comprometeu a fazer chegar a carta a Fernando Gomes.

O dirigente do Olhanense ouviu as explicações dadas pelo vice da FPF, mas resume que se tratou de "uma mão cheia de nada".

"Apenas nos disseram que as decisões estão tomadas e que agora há que esperar pela decisão do Conselho de Justiça. Explicámos que sabemos que não podem fazer nada, nem é essa nossa intenção de momento, mas que queremos apenas ouvir do Dr. Fernando Gomes qual a explicação para acabar com o Campeonato de Portugal e agora estarem a ser promovidas competições como a Liga dos Campeões. Queremos mostrar que nos sentimos altamente prejudicados e lesados", disse à agência Lusa o presidente do emblema algarvio.

Já sobre a decisão do Conselho de Justiça, que deverá ser conhecida em breve, o dirigente deposita poucas esperanças no órgão da FPF, "que não vai contrariar a decisão do seu presidente", e explica que se segue um recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD).

"Vamos recorrer ao TAD para repor a justiça no futebol português, principalmente para estes seis clubes. Nada justifica que não se tenham realizado os 'play-offs'", sublinha Luís Torres.

O presidente dos olhanenses acredita que apesar de o histórico demonstrar o contrário, nesta situação, o TAD pode mesmo decidir a favor destes seis emblemas.

"Nos últimos anos o TAD não tem dado acolhimento a estes pedidos, mas este ano são muitas equipas a pedirem a mesma coisa, inclusive clubes da II Liga. Sinceramente, acho que poderá haver aqui uma janela para clarificar primeiro esta decisão e só depois serem iniciadas as competições no próximo ano", vaticina Luís Torres.

Ainda sobre a decisão da FPF, que decretou a subida de Vizela e Arouca à II Liga, Luís Torres não tem dúvidas de que foi "precipitada".

"Os clubes do Campeonato de Portugal estão claramente unidos nesta situação e só queremos uma decisão que reflita a justiça desportiva. O que se passou só revela impreparação e acreditamos que com mais tempo e melhor ponderação, ouvindo os lesados, se podiam evitar problemas futuros", conclui.

A FPF decidiu, em maio, concluir de forma antecipada o Campeonato de Portugal, indicando para a promoção à II Liga Vizela e Arouca, os dois clubes com mais pontos à data da suspensão da prova, em março.

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