O treinador de futebol Jorge Regadas considerou esta quinta-feira «brincadeira de mau gosto» a queixa por difamação interposta por Gustavo, seu jogador no Desportivo de Chaves, e garantiu ter recusado um entendimento, forçando a ida do caso a julgamento.

«Só ele [Gustavo] poderá comentar, mas entendo isso [a queixa] por brincadeira de mau gosto, pois a entrevista que eu dei não me parece ter sido nada de relevante», disse Jorge Regadas à agência Lusa.

O técnico, que terminou a última temporada ao serviço do Freamunde (despromovido aos escalões secundários), confirmou que «houve uma tentativa de entendimento», que o próprio terá recusado, explicando pretender «levar o caso até ao fim» e que «o julgamento ficou adiado para outubro».

Jorge Regadas falava no final da audiência de julgamento realizada hoje no Tribunal Judicial de Chaves, onde foi responder por crime de difamação com publicidade apresentada pelo seu ex-jogador Gustavo de Sousa, por factos ocorridos na temporada 2011/12.

Segundo a acusação, a que a agência Lusa teve acesso, os factos resultam de uma entrevista concedida pelo técnico ao Jornal de Chaves, publicada no dia 25 de maio de 2012, intitulada «Jorge Regadas aponta o dedo aos principais culpados pelo insucesso desportivo».

Nesse trabalho, o ex-técnico da equipa transmontana vincou que dois dirigentes e o jogador Gustavo Sousa, «com as suas atitudes e comportamentos ao longo da época, foram os principais causadores do insucesso desportivo, criando, ao longo da época, vários problemas, nem todos fáceis de resolver».

Na entrevista, Jorge Regadas deu ainda conta de «alguns problemas de balneário, relacionados sobretudo com o jogador Gustavo» e falou em «protecionismo» ao brasileiro, que considerou «o principal desestabilizador».

Para a acusação, «estas afirmações proferidas, publicamente, através de um meio de comunicação social, põem em causa a honra e a imagem do jogador, como da sua própria carreira profissional».

«Gustavo Sousa, atualmente com 27 anos, viu a sua carreira gravemente manchada», pode ler-se na acusação, na qual são refutadas todas as acusações ao jogador e se defende o seu «direito a uma indemnização por danos não patrimoniais em quantia não inferior a 10 mil euros».

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