Ainda a comemorar a vitória por eliminar o Gil Vicente da Taça de Portugal, o Torreense "pisca" agora o olho à subida no campeonato nacional, encontrando-se na liderança da zona sul da segunda divisão.

O presidente do Sport Club União Torreense, Joaquim Carlos, admitiu hoje à agência Lusa que não descarta a subida de divisão dos objetivos do clube para esta época.

«Uma instituição como o Torreense tem de lutar sempre para estar nos mais altos níveis de competição em Portugal, onde já esteve por mérito próprio», disse o dirigente, acrescentando, contudo, que «falar já de subida de divisão é prematuro».

A liderar a tabela classificativa com 11 pontos, o presidente do Torreense disse à Lusa que para já o principal objetivo passa por alcançar os 35 pontos indispensáveis à manutenção.

«Quando tivermos os 35 pontos, podemos dizer que alcançámos o primeiro objetivo e podemos partir assim para outros, que passam pela subida», esclareceu.

Neste sentido, espera vencer no domingo o Sertanense para consolidar a sua posição.

«Ainda não perdemos este ano em competições oficiais, entre elas três jogos da Taça de Portugal. O campeonato está a correr bem e esperamos assim continuar», acrescentou.

O Torreense eliminou no sábado o Gil Vicente da Taça de Portugal, ao ganhar o jogo por 1-0, um resultado que o clube encara como sendo "mais uma vitória" e "igual a todos os outros, independentemente do resultado".

Ainda sem conhecer o rival da próxima eliminatória, que se disputa a 20 de novembro, Joaquim Carlos afirmou que gostaria de ter «um clube grande a jogar no Estádio Manuel Marques» para, à semelhança de sábado, ter «lotação esgotada, a fazer recordar os tempos em que estava na primeira divisão».

Isso permitira ainda arrecadar uma boa receita de bilheteira, apesar de só um «adversário mais acessível» dar mais garantias de continuidade do clube na Taça de Portugal.

Sem dívidas por pagar e com ordenados em dia, clube tem vindo a sentir as dificuldades da crise económica, sobretudo em termos da quebra de patrocinadores.

Contudo, o principal problema é mesmo «não progredir mais na formação e na descoberta de talentos devido à falta de infraestruturas», disse o dirigente, lembrando que o clube treina e joga no estádio municipal.

A falta de campo impede o clube de aumentar o número de jovens nas camadas de formação, que estão hoje entre os 120 e os 150.

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