Face a Croácia e República da Irlanda, duas formações sem história na competição, espanhóis e italianos estão “obrigados” a seguir em frente, pelo seu passado na prova e a categoria dos atuais planteis.
A formação comandada por Vicente Del Bosque não se apresenta na máxima força, face às baixas de Puyol e David Villa, mas é, ainda assim, provavelmente a seleção mais forte da competição, face ao poder de ter a bola, que lhe é conferido pelo meio-campo “blaugrana”.
Com Busquets, Xavi, Iniesta e Cesc, mais Xabi Alonso ou David Silva, a Espanha tem tudo para dominar o meio-campo e, consequentemente, o jogo, o que, como se viu nas últimas competições, tem resultado em pleno.
Além disso, “La Roja” tem também, mesmo sem o “capitão” do FC Barcelona, uma defesa poderosa, com Piqué e Sérgio Ramos, sem esquecer o guarda-redes Casillas, decisivo nos títulos conquistados em 2008 e 2010.
A Espanha, que tem o desafio de se tornar a primeira seleção europeia a vencer uma terceira grande competição consecutiva, chega, ainda para mais, cheia de confiança, conferida por 14 vitórias consecutivas em jogos oficiais, desde o segundo da fase de grupos do derradeiro Mundial.
Por seu lado, a Itália surge com um conjunto renovado, que já mostrou competência na qualificação (oito vitórias e dois empates, com 20-2 em golos), depois de um Mundial2010 para esquecer: 1-1 com Paraguai e Nova Zelândia e 2-3 com a Eslováquia selaram um humilhante adeus na primeira fase.
O guarda-redes Gianluigi Buffon e o estratega Andrea Pirlo são os veteranos do “onze” de Cesare Prandelli, que, certamente, vai apostar numa tática semelhante à que o seu compatriota Roberto Di Matteo utilizou para levar o Chelsea ao triunfo na Liga dos Campeões. Que a sorte o acompanhe.
Presente pela quarta vez nas últimas cinco edições, a Croácia, que só se qualificou no “play-off” (“vingando-se da Turquia), depois de acabar a qualificação atrás da Grécia, vai tentar repetir 2008.
Então, os croatas, já liderados por Slaven Bilic, ganharam o seu agrupamento, com três triunfos, um deles face à Alemanha (2-1). Depois, caíram nos quartos de final, face aos turcos, na “lotaria” dos penaltis.
O médio Luka Modric, jogador do Tottenham, é a grande referência da formação croata, que não tem agora as mesmas armas dos finais dos anos 90, quando “ostentava” Prosinecki, Boban, Suker, Boksic, Stanic ou Jarni.
A República da Irlanda já não comparecia, por seu lado, numa fase final desde 1988, conseguindo-o agora pela mão da “velha raposa”, o italiano Giovanni Trapattoni, que em 2004/2005 levou o Benfica ao título nacional.
Os irlandeses assentam as suas ambições numa série de trintões, todos com grande experiência na “Premier League”, como Shay Given (36), Richard Dunne (33) John O’Shea (31), Kevin Kilbane (35), Damien Duff (33) e Robbie Keane (31).
- Calendário do Grupo C:
Primeira jornada (domingo, 10 junho)
Espanha – Itália (17:00), Gdansk.
República da Irlanda – Croácia (19:45), Poznan.
Segunda jornada (quinta-feira, 14 junho)
Itália – Croácia (17:00), Poznan.
Espanha – República da Irlanda (19:45), Gdansk.
Terceira jornada (segunda-feira, 18 junho)
Croácia – Espanha (19:45), Gdansk.
Itália – República da Irlanda (19:45), Poznan.

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