A seleção portuguesa de futebol brilhou mais do que nunca num Europeu em 2000, mas um conjunto de exibições para a lenda voltaram a esbarrar na França, num cenário muito idêntico ao de 1984.

Como 16 anos antes, Portugal caiu nas meias-finais, na parte final do prolongamento e vítima do “10” e grande estrela do conjunto gaulês, sendo que, para não ser diferente, também esteve no comando do marcador.

Zinedine Zidane “fez” de Michel Platini e acabou com o sonho luso, aos 117 minutos, numa grande penalidade cruel, a castigar uma polémica mão de Abel Xavier, que escapou ao árbitro Günter Benko, mas não ao auxiliar Igor Sramka.

Os jogadores portugueses protestaram, antes e depois de Zidane marcar, mas só ganharam castigos, o “mal” estava feito, a bela aventura por terras holandesas havia mesmo morrido “subitamente” na capital belga.

Como em 1984, a França seguiu rumo ao título, enquanto Portugal ficou com as recordações de um percurso memorável, sobretudo pela forma como bateu Inglaterra e Alemanha.

O selecionador Humberto Coelho contou com a “geração de ouro” no auge, mas parecia difícil sequer passar a fase inicial, ideia reforçada após escassos 18 minutos – os ingleses venciam por 2-0.

Portugal parecia ir na direção de sofrer uma goleada, mas Figo e João Pinto, com dois grandes golos, empataram o jogo ainda na primeira parte e, na segunda, Nuno Gomes resolveu, aos 59 minutos, no que foi o seu primeiro golo como internacional “AA”.

As expetativas passaram de “oito para 80” e a equipa lusa selou incrivelmente o apuramento ao segundo jogo, ao bater a Roménia por 1-0, graças a um tento “tardio” do suplente Costinha, aos 90+5 minutos.

Com os “quartos” garantidos, e apesar de o adversário ser a Alemanha, Humberto optou pelas reservas (só não prescindiu dos centrais Fernando Couto e Jorge Costa) e humilhou os campeões em título, com um “hat-trick” de Sérgio Conceição.

Face à Turquia, nos “quartos”, Portugal confirmou o favoritismo e venceu pela primeira vez um jogo a eliminar num Europeu: 2-0, com um “bis” de Nuno Gomes, servido por Figo, e também a ajuda de Vítor Baía (defendeu um penalti) e Alpay (expulso aos 29 minutos).

Depois, na primeira incursão à Bélgica, após quatro jogos em solo holandês, Portugal caiu perante a França, mas ainda saboreou a liderança, graças ao quarto tento na prova de Nuno Gomes. Depois, Thierry Henry empatou, Abel Xavier e João Pinto falharam o 2-1 e Sramka e Zidane decidiram.

Como em 1984 e 1996, Portugal só assegurou a presença na fase final no último jogo, desta vez com um triunfo por 3-0 sobre a Hungria, precisamente a margem que precisava para ser o “rei dos segundos” da fase de qualificação.

Rui Costa, João Vieira Pinto e Abel Xavier, este depois de uma infantil expulsão de Pauleta, selaram o apuramento da formação lusa, que ficou atrás da Roménia e à frente de Eslováquia, Hungria, Azerbaijão e Liechtenstein.

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