Cerca de uma dezena de adeptos da seleção nacional estão já na Avenida dos Aliados, no Porto, para garantir o melhor lugar junto aos quatro ecrãs gigantes que hoje à noite vão transmitir a final do Europeu 2016.

Pouco depois das 13:00, já várias pessoas “equipadas” com as cores de Portugal ocupavam os bancos e escadarias daquela avenida central do Porto, com cadeiras dobráveis “para prevenir” o cansaço ou ajudar a uma visão mais privilegiada quando começar a juntar-se a multidão.

“O Ronaldo disse que, desta vez, queria chorar de alegria. Espero que sim. Isso é que era uma loucura”, observou Fernando Mendes que, às 12:30, continuava a “apalpar terreno” relativamente à melhor localização para ver o jogo, depois de ter feito o mesmo às 08:00 e às 09:00.

“Já sou nervoso, imagine hoje!”, justificou o funcionário público de 52 anos.

“Quem já trabalhou em França, como eu, sabe como é o ambiente. Para os franceses, nós, portugueses, somos pequeninos. Só para trabalhar é que somos bons. Se ganharmos o campeonato, os portugueses lá [em França] vão estar melhor”, afirmou.

Teresa Sousa, de 60 anos, instalou-se com a nora e a neta nas escadas da estátua de Almeida Garrett, na Praça General Humberto Delgado, mesmo junto à Câmara do Porto.

Chegou cedo e veio “prevenida”, com “uns banquinhos, muita ‘aguinha’ que esteve desde ontem [sábado] à tarde no congelador, para ficar fresquinha, e uma garrafa se champanhe, para se eles ganharem”.

“Nem sabia que hoje havia mais ecrãs. Viemos cedo, porque senão, depois, não se vê o jogo. Nos penáltis, toda a gente se põe de pé. Espero que hoje não seja preciso”, observou.

Zain, de 21 anos, um norte-americano em viagem pela Europa, interrompe o jogo de futebol com os amigos na placa central da avenida dos Aliados para anunciar que “a França tem uma equipa mais forte, mas Portugal vai ganhar”.

“Sou um grande fã de futebol. Nos Estados Unidos da América não é muito comum, mas eu e os meus amigos gostamos muito”, explicou o jovem, que veste uma camisola com as cores de Portugal e o nome de Cristiano Ronaldo porque “ele é um dos melhores do mundo”.

Quase colado ao ecrã gigante onde tem assistido aos jogos da seleção, Raul Matos, de 33 anos, garante que assistir aos jogos na rua provoca uma “emoção maior” e confia que Portugal vai ganhar 3-0.

“Tenho aquela esperança, aquela fé. Quero ir trabalhar afónica”, refere Susana Ribeiro, de 39 anos, a “marcar lugar” junto à sobrinha, Iara Filipa, de nove.

“É a primeira vez que venho, mas nos outros jogos estive a trabalhar com os auriculares [para ouvir o relato]”, assegura.

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