Viram-se lenços brancos para Paulo Bento em Aveiro este domingo. A seleção portuguesa entrou da pior forma na fase de qualificação para o Euro2016, com uma derrota por 0-1 frente à Albânia e a contestação ao trabalho do selecionador nacional assumiu contornos nunca antes vistos. Bekim Balaj marcou o único golo do jogo, com um remate certeiro aos 52 minutos a aproveitar uma falha de marcação da defesa portuguesa.

Sem Cristiano Ronaldo em campo, coube a Nani a responsabilidade de capitanear a seleção e indicar o caminho para a vitória. O extremo que atua no Sporting foi o jogador mais ativo no ataque luso, mas não conseguiu ultrapassar a linha defensiva baixa dos albaneses.

A primeira ocasião de golo pertenceu a Ricardo Costa, logo aos 5 minutos, mas o central português não conseguiu aproveitar uma defesa incompleta de Etrit Berisha e falhou o alvo no ressalto. Nani e João Moutinho combinaram bem aos 13 minutos, mas o capitão de serviço atirou ao lado. De seguida (14') foi a vez de Éder cabecear para fora após cruzamento do mesmo Nani.

Portugal assumia nesta altura as despesas do jogo, mas a equipa albanesa já dava sinais de poder incomodar com transições rápidas. Depois de um remate forte de Nani (42') de fora da área desviar num defesa albanês e sair das quatro linhas, a Albânia ameaçou através de Odise Roshi (45'). Valeu Rui Patrício a intercetar o lance.

As duas equipas foram para o intervalo com um nulo adequado àquilo que se via em Aveiro, mercê de um ataque ineficaz da equipa portuguesa e de uma Albânia que se ajustou às exigências.

Para o segundo tempo, Paulo Bento lançou Ivan Cavaleiro no lugar de Vieirinha, mas a alteração de nada serviu. O extremo do Deportivo mal conseguiu marcar presença em Aveiro e pouco ou nada acrescentou ao ataque luso.

O balde de água fria dos 52 minutos gelouos 23205 adeptos que se deslocaram a Aveiro. Bekim Balaj aproveitou da melhor forma uma falha de marcação à entrada da grande área lusa e atirou sem hipóteses de defesa para Rui Patrício.

A partir daí, Portugal deu, como seria sua obrigação, o tudo por tudo, mas não chegou ao empate. O estreante Ricardo Horta ficou perto de igualar aos 69 minutos, mas a bola foi ao ferro. Na recarga, Pepe falhou o alvo.

A desvantagem manteve-se até ao final e transformou o Municipal de Aveiro num monumental concerto de assobios. Um jogo que se imaginava acessível transformou-se num pesadelo para a seleção lusa.

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