A seleção portuguesa de futebol de sub-21 consumou um apuramento expectável para a fase final do campeonato da Europa da categoria, mesmo perdendo na deslocação aos Países Baixos e falhando por um golo a vitória no Grupo 7.

Na ‘ressaca’ da campanha para a edição de 2019, finalizada com uma derrota caseira frente à Polónia (1-3), na qual desperdiçou a vantagem trazida da primeira mão do ‘play-off’ (1-0), a equipa de Rui Jorge encarou naturais mexidas ditadas pela limitação etária.

Desse ciclo, restaram os guarda-redes Diogo Costa e João Virgínia, os defesas Diogo Dalot, Diogo Leite, Pedro Pereira e Rúben Vinagre, o médio Gedson Fernandes e os avançados Jota e Rafael Leão, quase todos eleitos para a fase de grupos do Euro2021 – os pontas de lança ‘caíram’ por lesão.

Com aposta vincada na geração nascida em 1999, incluindo 11 dos 21 atletas que se sagraram campeões europeus de sub-19 há quase três anos, Portugal partiu para um grupo de qualificação com Países Baixos, Noruega, Bielorrússia, Chipre e Gibraltar.

A estreia deu-se com uma goleada sobre Gibraltar (4-0), em setembro de 2019, em Alverca, construída com golos de Francisco Trincão e Diogo Queirós e um ‘bis’ de Dany Mota, nascido no Luxemburgo e em estreia absoluta pelas seleções jovens nacionais.

O dianteiro voltou a faturar alguns dias depois na visita a Zhodino, fechando um triunfo sobre a Bielorrússia iniciado por Rafael Leão (2-0), que permitiu a Portugal encarar o duelo com os Países Baixos no mês seguinte, em Doetinchem, na liderança.

Diogo Queirós e Gedson, de grande penalidade, ainda responderam aos tentos de Myron Boadu e Teun Koopmeiners, também da marca dos 11 metros, mas os holandeses revelaram maior frieza para vencerem (4-2) com golos tardios de Boadu e Calvin Stengs.

Em novembro de 2019, os pupilos de Rui Jorge regressaram às vitórias, em Drammen, onde os tentos noruegueses de Kristian Thorstvedt e Lars Larsen atenuaram um ‘bis’ de Fábio Vieira e outro golo de Jota, intercalados com a expulsão de Diogo Queirós (3-2).

Portugal deveria ter começado a segunda metade da qualificação em março de 2020, quando a pandemia de covid-19 já se alastrou pelo mundo e provocou uma súbita suspensão do desporto, levando ao adiamento das receções a Chipre e Países Baixos.

Três meses depois, os efeitos provocados pelo novo coronavírus motivaram a UEFA a alterar o formato da fase final do Euro2021 de sub-21, originalmente programado de 09 a 26 de junho, dispersando a fase de grupos e a ronda eliminatória (quartos de final, meias-finais e final) por alturas distintas.

Já as restantes seis jornadas de apuramento seriam disputadas à porta fechadas, entre setembro e novembro de 2020, com o cancelamento do ‘play-off’ a ditar vagas diretas destinadas aos primeiros colocados dos nove grupos e aos cinco melhores segundos.

Volvidos 290 dias desde o triunfo na Noruega, Portugal regressou à competição, com quatro golos sem resposta em Larnaca, no Chipre, assinados por Jota, João Mário e em dose dupla pelo ‘capitão’ Diogo Leite, o único totalista luso (900 minutos) nesta fase de qualificação.

Seguia-se a receção à Bielorrússia, na Cidade do Futebol, em Oeiras, que foi adiada por dois meses, devido à existência de testes positivos para a covid-19 na seleção daquele país de leste, obrigada a cumprir isolamento imposto pelas autoridades sanitárias locais.

Outubro proporcionou triunfos folgados diante da Noruega (4-1), no Estoril, onde o tento de Jorgen Larsen foi escasso para os festejos de Vítor Ferreira e Dany Mota e um ‘bis’ de Pedro Neto de Gibraltar (3-0), com um golo de Jota e dois de Pedro Gonçalves.

Pedro Neto cumpria as últimas duas aparições no escalão sub-21, até porque, um mês mais tarde, tornou-se o primeiro futebolista nascido em 2000 a alinhar pela seleção principal, ultrapassando Francisco Trincão, que vivera percurso idêntico em setembro.

Enquanto isso, a equipa de Rui Jorge encaminhava a oitava fase final com uma vitória sobre a Bielorrússia (3-0), em Portimão, assente num autogolo de Dmitri Prishchepa e nas grandes penalidades de Fábio Vieira e Gonçalo Ramos.

No Parchal, Panayiotis Artymatas adiantou Chipre no marcador, mas um penálti de Gedson e novo tento de Diogo Queirós garantiram a reviravolta (2-1) e a qualificação da formação das ‘quinas’, possibilitando o ‘assalto’ à liderança frente aos Países Baixos.

De regresso a Portimão, Fábio Vieira ‘bisou’ para chegar aos cinco remates certeiros e impor-se como o elemento luso mais concretizador, embora o golo de Cody Gakpo, mesmo sem ter evitado o único deslize ‘laranja’, ajudasse a manter o primeiro posto.

Dez jornadas e 20 meses depois do início do Grupo 7 de apuramento, os Países Baixos contabilizaram os mesmos 27 pontos de Portugal - e 21 golos à maior (46-5 contra 29-9), ambos em 10 jogos. A Noruega (oito jogos) somou 10 pontos, a Bielorrússia (nove) oito, o Chipre (nove) sete e Gibraltar (oito) nenhum.

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