A seleção portuguesa de futebol de sub-21 cumpriu com o excelente registo de 12 vitórias e três empates o ciclo 2013/2015, mas acabou sem título, derrotada na final pela Suécia nas grandes penalidades.

Os falhanços de Ricardo Esgaio e William Carvalho, no sempre ingrato desempate, roubaram a glória aos comandados de Rui Jorge, que, ainda assim, qualificaram-se para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, onde podem conseguir outro título que Portugal nunca conquistou.

O percurso começou a 5 de setembro de 2013, com uma goleada à Noruega (5-1 em Barcelos), no que foi a primeira de 10 vitórias em 10 jogos na qualificação.

Após um apuramento perfeito, Portugal conseguiu um 11.º triunfo consecutivo já na fase final (1-0 à Inglaterra) e chegou à final invicto, estatuto que não perdeu em Praga, ao atingir o final dos 120 minutos empatado a zero.

Portugal esteve mais perto do que nunca do cetro, mas o desfecho foi o mesmo de há 21 anos: em 1994, a ‘geração de ouro’, vencedor dos mundiais de sub-20 de 1989 e 1991, tombou também na final, na ‘morte súbita’, face à Itália (0-1).

Um novo desaire na final não ‘apaga’, porém, um notável percurso de duas épocas (2013/14 e 2014/15), em que Rui Jorge utilizou 35 jogadores – Tobias Figueiredo e João Cancelo apenas na fase final –, que conseguiram marcar um total de 36 golos, para apenas 11 sofridos.

Em termos individuais, destaque para o central Paulo Oliveira, que cumpriu todos os 1.380 minutos da campanha lusa, a primeira parte como jogador do Vitória de Guimarães e a segunda já em representação do Sporting.

Por seu lado, Ricardo Pereira, jogador que o FC Porto foi buscar ao ‘mesmo’ Vitória de Guimarães, foi o melhor marcador da formação das ‘quinas’, com seis golos, um dos quais na fase final, o segundo na fantástica goleada à Alemanha (5-0).

O percurso da seleção das ‘quinas’ começou com uma vitória e muito prometedora, um 5-1 caseiro frente à Noruega, a 05 de setembro de 2013, em Barcelos, com tentos de Betinho, Ivan Caveleiro, Sérgio Oliveira, William Carvalho e Ricardo Pereira, depois dos nórdicos se adiantarem no marcador.

Seguiu-se uma jornada dupla, em outubro, e mais duas vitórias claras e sem golos sofridos: 3-0 a Israel, na Marinha Grande e 2-0 no Azerbaijão.

Ao quarto jogo, Portugal sentiu, pela primeira vez, dificuldades, mas venceu com ‘alma’ em Israel por 4-3, num embate em que também esteve a perder, e por duas vezes (0-1 e 1-2), acabando por selar a vitória aos 86 minutos, com um tento de André Gomes que a UEFA atribui a Bernardo Silva.

O apuramento para o ‘play-off’ estava encaminhado e ficou selado, prematuramente, com dois triunfos face à Macedónia, já em 2014: 2-0 em casa e 1-0 fora, graças a um golo do central Tiago Ilori, aos 64 minutos.

Portugal estava apurado, mas não se cansou de ganhar e conseguiu mesmo o objetivo de acabar a qualificação só com vitórias, ao bater nos últimos jogos a Noruega (2-1 fora) e o Azerbaijão (3-1 em casa), para acabar o Grupo B nove pontos à frente de Israel (24 contra 15).

No ‘play-off’, caiu em sorte a Holanda e Portugal deixou a eliminatória praticamente resolvido em Alkmaar, ao vencer por 2-0, para, em Paços de Ferreira, selar uma qualificação perfeita com um pouco usual 5-4, sem nunca estar a perder.

Para a fase final, o primeiro objetivo passava pela qualificação para os Jogos Olímpicos, ao alcance dos semi-finalistas e, eventualmente, do quinto colocado, caso a Inglaterra, inelegível para o Rio2016, ficasse no ‘top 4’.

A estreia foi, precisamente, com os ingleses e Portugal começou da melhor forma, vencendo por 1-0, graças a um golo solitário de João Mário, aos 57 minutos.

Depois, frente à ‘besta-negra’ Itália, que perdera por 2-1 com a Suécia, Portugal conseguiu um importante ‘nulo’, num embate em que brilhou o guarda-redes José Sá, para, a fechar, obter mais um empate, este a um, com sabor a vitória.

Face aos suecos, a formação das ‘quinas’ marcou primeiro, por Gonçalo Paciência, aos 82 minutos, com Simon Tibbling a restabelecer a igualdade, aos 89, num tento que qualificou os suecos e afastou da prova a Itália.

Como vencedor do Grupo B, com mais um ponto do que suecos e italianos, Portugal encontrou a Alemanha, teoricamente o adversário mais complicado, mas, com uma exibição a roçar a perfeição, de classe e competência, goleou por 5-0.

Bernardo Silva, Ricardo Pereira, Ivan Cavaleiro, João Mário e Ricardo Horta selaram a mais pesada derrota de sempre dos sub-21 germânicos, a fazer recordar o 3-0 do Europeu de 2000, com as ‘reservas’ e ‘hat-trick’ de Sérgio Conceição.

Depois dos germânicos, voltou a Suécia, que na outra meia-final bateu a Dinamarca por 3-1, e o resultado foi novo empate, este a zero e após prolongamento. Tudo foi decidido nos penáltis e venceram os nórdicos, por 4-3.

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