A seleção portuguesa de futebol de sub-21 é candidata à conquista do campeonato da Europa da categoria, que integrará pela primeira vez 16 equipas e será disputado entre Hungria e Eslovénia, em duas fases distintas.

Em quatro cidades de cada país organizador, e inicialmente marcada de 09 a 26 junho, a edição de 2021 decorrerá num formato reformulado em função do adiamento por um ano do Europeu sénior, por força das medidas de combate à pandemia de covid-19.

Portugal vai realizar os três jogos na Eslovénia e estreia-se frente à Croácia esta quinta-feira, às 20:00 (em Lisboa), em Koper, antes de rumar a Ljubljana para defrontar Inglaterra (domingo, às 20:00) e Suíça (dia 31, às 18:00).

Finalista vencida em 1994 e 2015 e a caminho da oitava fase final, a equipa das ‘quinas’ terá de ficar numa das duas primeiras posições do Grupo D para entrar na ronda eliminatória, destinada às oito melhores seleções, entre 31 de maio e 06 de junho.

Os pupilos de Rui Jorge apuraram-se no segundo lugar no Grupo 7 para voltarem ao Europeu quatro anos depois, com os mesmos 27 pontos dos Países Baixos, graças a nove triunfos e uma derrota, mas uma inferior diferença de golos (29-9 contra 46-5).

Há uma década a liderar a seleção de esperanças, o ex-defesa preservou a base de jogadores visível ao longo do apuramento e fez regressar Francisco Trincão (FC Barcelona), o único da lista com jogos na seleção ‘AA’, a par de Gedson (Galatasaray).

O extremo é um dos seis convocados campeões europeus de sub-19 em 2018, tal como os guarda-redes Diogo Costa (FC Porto) e João Virgínia (Everton), os defesas Diogo Queirós (Famalicão) e Thierry Correia (Valência) e o médio Florentino Luís (Mónaco).

Jota (Valladolid) também esteve nesse título, mas lesionou-se, à imagem de Rafael Leão (AC Milan), numa dupla rendida por João Mário (FC Porto) e Gonçalo Ramos (Benfica), que se junta aos estreantes Francisco Conceição (FC Porto) e Tiago Tomás (Sporting).

Sem o esquerdino Nuno Mendes, premiado com a primeira chamada à seleção ‘AA’, a defesa está limitada a quatro laterais direitos e três centrais, depositando confiança em Diogo Leite (FC Porto), único totalista na qualificação, ou Diogo Dalot (AC Milan).

No meio-campo, despontam Pedro Gonçalves (Sporting), melhor marcador da I Liga, ou Fábio Vieira (FC Porto), artilheiro máximo nacional na fase de apuramento, com cinco tentos, mais um do que o avançado luso-luxemburguês Dany Mota (Monza).

Com aposta vincada na geração nascida em 1999, revelada há quase cinco anos com o título continental de sub-17, Portugal chega ao Euro2021 de sub-21 com um balanço de resultados positivo com Croácia e Suíça e desfavorável perante a favorita Inglaterra.

Donos do segundo melhor ataque da qualificação, com 37 golos, os croatas ficaram na segunda posição do Grupo 4, com 20 pontos, um abaixo da República Checa, registo similar ao dos suíços, vice-líderes do Grupo 2, com os mesmos 27 pontos da França.

A Croácia nunca passou da fase de grupos, a Suíça foi finalista em 2011, batida na final pela Espanha, enquanto a Inglaterra já conquistou dois títulos consecutivos (1982 e 1984), em finais a duas mãos com RFA e Espanha, respetivamente.

Movido pelo triunfo no Mundial de sub-20 e no Europeu de sub-19 em 2017, o ‘onze’ de Aidy Boothroyd dominou o Grupo 3, com 28 pontos em 30 possíveis, mais 10 do que a Áustria, num registo invicto partilhado no apuramento só com Espanha e Dinamarca.

Callum Hudson-Odoi (Chelsea) e Mason Greenwood (Manchester United) sobressaem na Inglaterra, que ainda mescla Eddie Nketiah e Emile Smith Rowe (ambos do Arsenal), Curtis Jones (Liverpool), Eberechi Eze (Crystal Palace) ou Max Aarons (Norwich).

Já a Alemanha, finalista em 2019 e vencedora em 2009 e 2017, integra o Grupo A, com a anfitriã Hungria, a Roménia, semifinalista em 2019, e os Países Baixos, bicampeões em 2006 e 2007 e portadores do ataque mais concretizador da qualificação (46 golos).

O germânico Youssoufa Moukoko (Borussia Dortmund), de apenas 16 anos, pode ser o mais novo de sempre a alinhar no Europeu de sub-21, enquanto Teun Koopmeiners e Myron Boadu (ambos do AZ Alkmaar) e Justin Kluivert (RB Leipzig) lideram os holandeses.

A Espanha, cinco vezes campeã e atual detentora do título, encara no Grupo B a Itália, com outra mão cheia de cetros, a República Checa, vitoriosa em 2002, do guarda-redes Matous Trmal (Vitória de Guimarães), e a anfitriã Eslovénia, única estreante na prova.

Se Riqui Puig (FC Barcelona) e Brahim Díaz (AC Milan) encabeçam uma ‘roja’ longe do potencial de outros tempos, na qual está o avançado Abel Ruíz (Sporting de Braga), na ‘squadra azzurra’ crescem Sandro Tonali (AC Milan) e Gianluca Scamacca (Génova).

Crónica favorita a triunfar em qualquer escalão futebolístico, a França, campeã europeia de sub-21 em 1988 e finalista em 2002, disputa o Grupo C com Dinamarca, Islândia e Rússia, cuja antecessora União Soviética conquistou o torneio em 1980 e 1990.

Houssem Aouar (Lyon) é a principal atração da seleção mais talentosa do evento, secundado por Jules Koundé (Sevilha), Boubacar Kamara (Marselha), Eduardo Camavinga (Rennes), Moussa Diaby (Bayer Leverkusen) ou Odsonne Édouard (Celtic).

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