A justiça britânica condenou hoje um adepto a 14 semanas de pena suspensa por insultos racistas publicados na Internet contra três futebolistas da seleção de Inglaterra após a final do Euro2020 perdida para a Itália.

Jadon Sancho, Bukayo Saka e Marcus Rashford foram sujeitos a uma ‘avalanche’ de ataques racistas nas redes sociais após falharem os seus penáltis, no desempate da final que acabou por coroar os italianos.

O momento motivou um boicote a redes sociais generalizado no futebol e a críticas duras um pouco por toda a sociedade civil, no Reino Unido e Europa, e agora levou à condenação de Scott McCluskey, um adepto de 43 anos que utilizou o Facebook para os insultos racistas.

Segundo o juiz, Nicholas Sanders, o abuso ‘online’ “é algo que pode causar danos reais, não só aos indivíduos, como os três futebolistas envolvidos, mas à sociedade como um todo”.

O momento tem levantado questões quanto à atuação das instituições que regem o futebol e quanto à possível conivência das empresas que detêm as redes sociais, com o antigo jogador do West Ham Anton Ferdinand a perguntar se “é preciso um futebolista suicidar-se” para que ajam.

Ferdinand foi em 2012 insultado pelo antigo ‘capitão’ de Inglaterra John Terry, que foi, então, suspenso por quatro jogos e perdeu a braçadeira na seleção por esse ato.

O antigo defesa, bem como o antigo avançado Marvin Sordell, foram ouvidos hoje no tribunal antes da sentença. Sordell retirou-se aos 28 anos após um longo período de depressão e outros problemas de saúde mental relacionados com insultos e abuso racista, em campo e ‘online’.

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