O presidente da federação de futebol guineense, Manuel Lopes, foi hoje libertado depois de segunda-feira ter sido detido pela Polícia Judiciária da Guiné-Bissau por ordem de uma juíza, por ter faltado sete vezes a um julgamento.

Hoje, Manuel Lopes foi levado pela Polícia Judiciária à primeira sessão do julgamento no Tribunal Regional de Bissau, por suspeita de agressão.

Segundo Mussá Sanhá, advogado que representa a pessoa alegadamente agredida por Manuel Lopes, o tribunal iniciou hoje o processo de recolha de provas, depois de ter tentado "por sete vezes" marcar o julgamento, sessões às quais o dirigente desportivo faltou.

Manuel Lopes saiu do tribunal em liberdade, mas ficou sujeito a medidas de coação, até a próxima sessão do julgamento, marcada para 03 de novembro, nomeadamente apresentações bissemanais no tribunal, proibição de se ausentar do país e entrega do passaporte.

O dirigente desportivo está a ser julgado num caso que remonta a 2006, por alegada agressão física a um cidadão guineense.

Fontes que presenciaram ao julgamento indicaram à Lusa que Manuel Lopes recusou-se a falar durante toda sessão de julgamento, que durou mais de três horas, e no final o advogado que o assistiu, um estagiário, alegou que este só falaria na presença do seu principal representante legal, Basílio Sanca.

Também bastonário da ordem dos advogados da Guiné-Bissau, Basílio Sanca encontra-se fora do país, em viagem.

Dezenas de pessoas assistiram ao julgamento de Manuel Lopes, entre os quais desportistas e familiares das duas partes.

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