Edison Brittes, o indivíduo suspeito de assassinar o jogador do São Paulo, Daniel Côrrea, utilizou o telemóvel de um homem assassinado em 2006 para mandar uma mensagem à família de Daniel para comunicar os seus pêsames pela morte do jogador.

Esta informação foi revelada pelo promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná, João Milton Sales, ao 'Globo Esporte'.

João Milton Sales revelou que o homem foi assassinado em 2006 em São José dos Pinhais, no Região Metropolitana de Curitiba - a mesma cidade em que Daniel Côrrea foi assassinado.

O que se sabe da morte de Daniel

A polícia brasileira está a investigar a morte do futebolista do São Paulo Daniel Correa Freitas, que faleceu no passado sábado na sequência de ferimentos causados por uma arma branca, anunciaram fontes oficiais.

O jogador brasileiro, de 24 anos e que estava emprestado ao São Bento, foi encontrado morto no sábado numa zona rural da cidade de São José dos Pinhais, em Curitiba, capital do estado do Paraná, degolado e sem os órgãos genitais.

Já esta segunda-feira, a imprensa brasileira divulgou mensagens da aplicação WhatsApp enviadas por Daniel Correa, onde se podiam ver fotografias do jogador deitado com Cristina Brittes enquanto esta dormia.

Um amigo do médio, de 24 anos, já tinha informado que o jogador tinha por hábito partilhar num grupo daquela rede social fotos de mulheres com quem tinha relações sexuais. E foram agora divulgadas as fotos das mensagens.

No referido grupo, o jogador, que tinha marcado presença na festa de aniversário de Allana, de 18 anos, publicou uma mensagem onde disse que ia "comer a mãe da aniversariante com o pai também em casa", ao que o amigo respondeu que o jogador poderia acabar por ser "expulso da casa".

O empresário Edson Brittes Jr foi detido pelas autoridades, assim como a sua filha de 18 anos, e em declarações à TV Bandeirantes explicou os motivos que o levaram a cometer o crime.

"Quando abri a porta, ele estava em cima da minha mulher que pedia ajuda", começou por explicar o principal suspeito da autoria do homicídio para depois acrescentar: "Aquilo que eu fiz, qualquer homem faria. A mulher ali não era apenas a minha esposa, eram todas as mulheres do Brasil. Podia ser a sua irmã, mãe ou mulher".

Já esta terça-feira, as autoridades responsáveis pelo caso revelaram em conferência de imprensa que Daniel Corrêa não reagiu às agressões por estar "bastante embriagado". "Recebemos apenas um relatório até agora, que é o da dosagem alcoólica no corpo da vítima. Percebe-se que o Daniel estava bastante embriagado", no entanto, "não foram detetadas drogas".

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