O processo eleitoral no Petro Atlético do Huambo, em curso desde o mês passado, foi considerado hoje, quarta-feira, por Armando Machado, co-fundador do clube, como sendo viciado, tendo sugerido a destituição imediata da comissão eleitoral.

Reagindo à confirmação, segunda-feira, da única lista concorrente, encabeçada por Fernando Manuel Tito ''Geoveti'', ex-futebolista do clube, o também presidente honorário do Petro do Huambo acusa o director local da Juventude e Desportos, Carlos Alberto Pires “Graça”, de ser o mentor deste imbróglio que enferma o processo.

Armando Machado denunciou algumas irregularidades no processo eleitoral, entre elas o facto da comissão ter sido criada sem conhecimento da mesa da assembleia-geral e não terem divulgado o processo, para que outros candidatos apresentassem as suas listas.

Questionou igualmente a idoneidade dos membros da referida comissão e, sobretudo, do único candidato, pois, segundo argumenta Armando Machado, a situação actual em que o clube se encontra exige um presidente à altura da nobreza desta agremiação desportiva.

Apesar de assumir que não toma partido de qualquer das candidaturas que possam vir a ser apresentadas, caso seja impugnado o actual processo eleitoral, Armando Machado informou que em Luanda foi recentemente apresentada uma candidatura, encabeçada por Aníbal Salumbo, também ex-futebolista do clube.

“Estou com o meu clube, seja quem for o presidente, mas é necessário que o processo eleitoral decorra com lisura, transparência e independência. O Petro do Huambo precisa de alguém para o servir”, desabafou.

A Angop tentou, sem sucesso, ouvir o presidente da comissão eleitoral, Martulino Kulitata Pestana, e o director da Juventude e Desportos, Carlos Alberto Pires Graça, que recusaram-se reagir ás acusações feitas por Armando Machado.

O prazo de apresentação das candidaturas, segundo a comissão eleitoral, encerrou a 31 de Dezembro de 2015 e, volvidas as 48 horas seguintes, apenas deu entrada uma única lista.

Considerado o maior emblema desportivo da província do Huambo e um dos mais carismáticos e respeitados da região centro e sul do país, o Petro Atlético do Huambo foi fundado a 05 de Janeiro de 1980, na sequência da fusão entre as agremiações locais do Atlético de Nova Lisboa e o Desportivo da Sonangol.

O seu primeiro presidente foi Armando Machado, co-fundador da agremiação, e que anos mais tarde chegou a exercer o mesmo cargo na Federação Angolana de Futebol. Depois dele o clube foi liderado por Armando Cangombe (Piriquito), já falecido, Carlos Alberto Pires (Graça) e José Sobrinho.

Desde 2012 o clube era presidido por João da Reconciliação André, quadro da Sonangol e ex-futebolista dos “alvi-negros” do planalto central.

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