É uma das maiores tragédias já ocorrida no interior de um estádio de futebol: cerca de 3.000 adeptos invadiram o campo após a derrota da equipa da casa, o Arema FC, frente aos rivais do Persebaya Surabaya, por 3-2, na Indonésia. As autoridades indonésias disseram inicialmente que os tumultos ocorridos no final de um jogo de futebol em Java Oriental provocaram 174 mortos, mas o número oficial foi entretanto revisto para 125.

Abel Camará é jogador do Arema FC e falou sobre os momentos de terror vividos no estádio Kanjuruhan.

"Sinto-me um pouco aliviado. Normal. Ontem vivemos momentos de grande tensão e só pensámos nos nossos filhos e família. Agora é aguardar em casa a ver o que vai acontecer", começou por contar, em declarações à CNN Portugal.

"A equipa do Persebaya teve uma invasão de campo, os jogadores foram agredidos. Foi-se formando ódio para este jogo, falava-se mais de matar do que ganhar o jogo. Acabámos por perder e quando fomos agradecer os começaram a subir as vedações. Fomos para o balneário e foi o caos total", disse o antigo jogador da B SAD.

"Infelizmente, com as pessoas a fugir do gás e da polícia, algumas tentaram entrar no nosso balneário, metemos mesas e cadeiras para não mandarem a porta abaixo. Mais um bocado, vi sete ou oito mortos no chão do nosso balneário", recordou.

"Havia muito sangue, ténis e roupas no chão, foi autenticamente um massacre. O estádio estava cheio, havia mais adeptos do que polícias e quando morreram um ou dois polícias a polícia não olhou a meios", concluiu.

A tragédia ocorreu no sábado à noite, quando cerca de 3.000 adeptos invadiram o campo após a derrota da equipa da casa, o Arema FC, frente aos rivais do Persebaya Surabaya, por 3-2.

A polícia usou gás lacrimogéneo para tentar controlar os adeptos em fúria, mas a sua ação acabou por provocar o pânico, com milhares de pessoas a precipitarem-se para a saída.

Muitas das pessoas morreram espezinhadas no caos da debandada.

Nos tumultos, que se estenderam ao exterior do estádio, morreram pelo menos dois agentes da polícia.

O campeonato indonésio foi suspenso e as autoridades ordenaram um inquérito aos incidentes.

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