A Superliga chinesa, a prova máxima do futebol no país, deve arrancar na última semana de junho, duas semanas depois das competições do escalão mais baixo, após um hiato de quatro meses devido à pandemia de COVID-19.

A imprensa estatal chinesa avançou que a temporada pode começar em 24 de junho, se o número de casos no país continuar a diminuir. É provável que a prova, com 16 equipas, adote um formato mais curto, para compensar o tempo perdido.

O Shanghai SIPG, uma das equipas de topo do futebol chinês, é orientada pelo treinador português Vítor Pereira – que se sagrou campeão no ano de estreia, em 2018 -, e o defesa internacional português Daniel Carriço foi contratado pelo Wuhan Zall, equipa da região em que surgiu o surto.

O número de novos casos de COVID-19 na China mantém-se baixo há várias semanas e as restrições nas viagens domésticas estão gradualmente a ser anuladas, mas as fronteiras permanecem fechadas para estrangeiros, mesmo os que têm autorização de residência no país, o que significa que alguns dos jogadores e treinadores estrangeiros podem estar ausentes quando a liga começar.

O chefe da Associação de Futebol da China afirmou, na semana passada, que os clubes devem implementar cortes temporários nos salários, entre 30% e 50%, face às perdas decorrentes da pandemia, sugerindo negociações caso a caso.

A China diagnosticou, nas últimas 24 horas, três novos casos de contágio local pelo novo coronavírus, no nordeste do país.

A nível global, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 296 mil mortos e infetou mais de 4,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

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