Lionel Messi causou um autêntico terramoto na Catalunha ao anunciar o seu desejo de abandonar o Barcelona este verão. O craque enviou uma carta à direção blaugrana, solicitando a rescisão imediata do contrato. Esta decisão apanhou alguns desprevenidos, embora fosse esperada, dado o que se tem falado nos últimos dias, desde que o Barcelona foi humilhado na Liga dos Campeões ao perder por 8-2 com o Bayern Munique.

Na sua edição desta quarta-feira, o jornal 'As' enumera as razões que terão levado Lionel Messi a querer abandonar o seu clube de sempre, onde está desde os 13 anos.

Há nove meses, o craque argentino jurava amor eterno ao seu clube, quando foi premiado com a sua sexta Bola de Ouro, em Paris.

"Mais do que o contrato que nos liga, o que sinto por este clube vai para lá de qualquer assinatura ou papel, pelo não há qualquer problema [em ficar no Barcelona para sempre]".

De lá para cá, muita coisa mudou, embora a queda do Barcelona esteja a ser desenhada há três épocas. Os títulos nos últimos anos disfarçaram alguns problemas mas agora é impossível esconder. O 'As' fala numa má relação com Josep Maria Bartomeu, presidente do clube, mas também com outros membros da cúpula diretiva.

Quando em janeiro, o Barcelona resolveu trocar de treinador, demitindo Ernesto Valverde para contratar Quique Setién, a decisão não terá caído bem nos jogadores. E pior ficou quando, Eric Abidal, antigo jogador do clube e até há pouco tempo diretor técnico, ter colocado no balneário as culpa para os maus resultados.

"Muitos jogadores não estavam satisfeitos e nem trabalhavam muito", disse na altura o antigo lateral esquerdo do clube.

Em março surgiu novo caso, quando a pandemia de COVID-19 parou o mundo do desporto. Muito se falou no facto de os jogadores do Barcelona, supostamente, estarem contra a redução de salários no tempo em que não houve futebol. Como capitão, Messi veio a terreno defender os seus colegas.

"Não deixa de ser surpresa que dentro do clube houvesse quem tentasse colocar-nos sob escrutínio do adeptos e colocar a pressão do nosso lado para fazer algo que nós sempre estivemos de acordo", comentou na altura.

Nos últimos tempos, Messi vinha a avisar do colapso que podia acontecer no clube a qualquer instante. Com o regresso da Liga após suspensão, devido a pandemia de COVID-19, o jogador argentino mostrou-se bastante crítico pela forma como a equipa jogava e perdia pontos onde não devia. Voltou líder da paragem mas foi desperdiçando pontos até perder o campeonato para o Real Madrid. As exibições não agradavam nada a Messi.

"Setién terá entendido mal ou explicaram-lhe mal. É que não podemos pensar em vencer a Liga dos Campeões a jogar como temos jogado. Cada um tem a sua opinião e é preciso respeitar todas. A minha baseia-se no facto de ter tido a sorte de jogar a Liga dos Campeões todos os anos", comentou.

Após mais uma derrota, agora frente ao Osasuna em casa, com o Real embalado para o título espanhol, mais uma vez foi Messi a dar a cara.

"As pessoas começam a ficar sem paciência porque não estamos a dar-lhes nada".

O jornal 'As' adianta que a conferência de imprensa de apresentação de Koeman caiu mal em Messi. O holandês disse que não sabia se tinha de seduzir Messi para ficar. Koeman explicou que queria saber como o argentino se sentia e se queria continuar no clube. A forma como Koeman comunicou a Luis Suárez, amigo íntimo de Messi, que não contava com ele no próximo projeto do Barcelona, terá sido a 'gota de água'. A conversa entre o técnico e o uruguaio terá durado um minuto.

Em pouco menos de nove meses, as juras de amor eterno esfumaram-se. O divórcio está eminente, Barcelona e Messi deverão seguir caminhos distintos.

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