O FC Barcelona parte com mais dois pontos do que o Real Madrid para as últimas 11 jornadas da Liga espanhola de futebol, num duelo a dois pelo título, após três meses de paragem devido à pandemia de covid-19.

Bicampeão em título, vencedor de quatro dos últimos cinco campeonatos, de oito dos derradeiros 10 e de 10 em 15, o ‘Barça’ tenta reforçar a hegemonia interna na ‘era’ Messi, apesar de estar a realizar a pior época desde 2007/08, o que, a meio, custou o lugar a Ernesto Valverde, substituído por Quique Setién.

As lesões de Lionel Messi, a abrir a época, Luís Suárez, desde o fim da primeira volta, e Dembélé, só com cinco jogos disputados, não explicam tudo, num conjunto que tem o melhor ataque (63 golos marcados), mas é apenas a sexta melhor defesa (31 sofridos).

O grande problema têm sido os jogos fora, com apenas cinco vitórias em 13 jogos e um saldo negativo de golos (18-19), pois, em Nou Camp, apenas o Real Madrid conseguiu não perder – empate a zero, em jogo da 10.ª ronda, disputado após a 17.ª.

O registo total não é famoso, já com 23 pontos perdidos - pior pecúlio à 27.ª ronda desde 2007/08 (27 desperdiçados) -, e seria, certamente, muito pior se não fosse o ‘inevitável’ Messi, que lidera destacado a equipa e a Liga em golos (19), apesar de só ter marcado o primeiro à oitava jornada, e assistências (12).

O ‘Barça’, mesmo sendo o líder com menos pontos nesta fase desde 2006/07 – o Sevilha somava, então, 53 pontos -, consegue estar à frente de toda a concorrência, sendo que, na luta pelo título, o Real Madrid, a dois pontos, é o seu único adversário.

Com apenas quatro títulos nos últimos 15 anos (2006/07, 2007/08, 2011/12 e 2013/14, o penúltimo com José Mourinho e Cristiano Ronaldo e o último ainda com o agora jogador da Juventus), o Real Madrid está melhor do que nos dois últimos anos, mas pouco – 56 pontos, contra 51 (2018/19) e 54 (2017/18).

A formação ‘merengue’ até foi superior ao FC Barcelona nos dois confrontos diretos – 0-0 em Nou Camp e 2-0 no Bernabéu -, mas, no total, já cedeu 25 pontos, oito em casa, onde não perdeu, mas empatou quatro vezes, e 17 fora, onde só venceu sete de 14 jogos.

Num conjunto em que se têm destacado jovens como Federico Valverde (21 anos), Vinícius (19) ou Rodrygo (19), a grande virtude tem sido a defesa, a melhor da prova, com 21 golos sofridos, com o guarda-redes Courtois em grande destaque.

O ataque continua a sentir muito a falta de Cristiano Ronaldo, mas é o segundo melhor da prova, com 49 golos, 14 dos quais da responsabilidade do francês Karim Benzema, que também lidera a equipa em assistências (seis).

As lesões do belga Eden Hazard, que perdeu 17 jornadas, e de Marco Asensio, ainda sem qualquer jogo disputado em 2019/20, também não ajudaram, mas poderão agora vir a ser armas para o treinador francês Zinédine Zidane, como Suárez no ‘Barça’.

Mesmo muito irregulares, ‘Barça’ e Real Madrid, que passará a jogar no Estádio Alfredo Di Stéfano, em Valdebebas, não têm adversários na luta pelo cetro, pois o Sevilha, do ex-portista Julen Lopetegui, já está a 11 pontos da frente, a Real Sociedad e o Getafe a 12 e o Atlético de Madrid, de João Félix, a 13.

O Valência, de Gonçalo Guedes e Thierry Correia, que é sétimo, a 16 pontos do conjunto de Nélson Semedo, completa o quinteto de perseguidores, que promete grande luta pelas duas últimas vagas na edição 2020/21 da ‘Champions’.

Na parte inferior da tabela, Maiorca (25 pontos), Leganés (23) e Espanyol (20) são os três últimos colocados, mas mais clubes estão em posição delicada, especialmente Celta de Vigo (26), Eibar (27) e Valladolid (29).

As últimas 11 rondas da Liga espanhola vão ser disputadas em ‘contrarrelógio’, de quinta-feira até 18 de julho, com as equipas a jogarem em média com três a quatro dias de intervalo, e à porta fechada, devido à pandemia de covid-19.

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