Os futebolistas da primeira e segunda divisões de Espanha consideram que “a primeira preocupação e exigência é a saúde” e que os campeonatos “não devem recomeçar até autorização dos responsáveis de saúde”, face à pandemia da COVID-19.

Em comunicado divulgado hoje pelo Sindicato dos Futebolistas Espanhóis (AFE), depois de reuniões com capitães dos plantéis de ambos os escalões, os jogadores reiteram que o calendário tem que estar sujeito às decisões das autoridades sanitárias.

“Tudo está condicionado à saúde individual e à proteção da saúde pública, de todos os cidadãos e cidadãs deste país”, refere a nota do Sindicato.

Os futebolistas alertam que o recomeço dos campeonatos, que pressupõe o regresso ao relvado e aos balneários, apenas poderá ser feito depois de estar garantida a segurança sanitária por um especialista em matéria epidemiológica.

Em relação às medidas de Expediente Temporário de Regularização Temporário de Emprego (ERTE) requeridas por clubes, o Sindicato diz estranhar o apoio da Liga às mesmas, uma vez que a entidade pede aos clubes finanças saudáveis e ela própria não tem uma “almofada temporária” para uma situação de dois meses.

“Os próprios clubes e os jogadores, individualmente, estão a fazer acordos no que diz respeito a salários. O que não vamos fazer é que deixem de estar garantidos os nossos direitos laborais”, acrescenta o comunicado.

A finalizar, os futebolistas das ligas profissionais repetem que só aceitam o regresso dos campeonatos se os mesmos forem autorizados pelas autoridades.

“Não se trata do futebolista, mas de tudo o que o rodeia. E, neste sentido, se tivermos de levar a iniciativa ao Congresso dos deputados, iremos fazê-lo. A saúde deve ser algo de todos”, conclui a nota dos jogadores.

A Espanha é o segundo país com mais casos de infetados pelo novo coronavírus, um total de 130.759, e regista 12.418 mortes.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já infetou cerca de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 63 mil. Dos casos de infeção, cerca de 220 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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