"Se está lesionado, não faz sentido que jogue pela selecção. Tem é de descansar e recuperar bem", resumiu Pep Guardiola, referindo-se ao facto de Carlos Queiroz ter chamado Cristiano Ronaldo, lesionado há várias semanas, para defrontar a Bósnia-Herzegovina, a 14 e 18 de Novembro.

Guardiola alertou também para o problema da "desconfiança mútua entre os clubes e as selecções, em que ninguém parece confiar em ninguém", considerando que é necessário encontrar uma forma de "dar um passo em frente (no entendimento) entre todos".

Johan Cruyff, que hoje assumiu o cargo de seleccionador da Catalunha, região de Espanha, falou sobre o caso com pragmatismo: "Os clubes têm a obrigação de libertar os jogadores para representar as respectivas selecções. Esta é uma norma da FIFA e não há outro remédio senão respeitá-la".

"Se o convocaram e está lesionado, presumo que é para a usual avaliação do seu estado e, se não está bem, não jogará. Não é uma questão dos clubes, mas do próprio jogador que está lesionado. Entendo que não deve jogar se está lesionado", vincou.

Ainda assim, o holandês defende que este caso tem sido alimentado por deficiente comunicação entre as partes e lembra que o mais importante é o estado de Cristiano Ronaldo.

"O jogador está entre a espada e a parede. Se está lesionado, as duas equipas não têm que ser prejudicadas. Que se ponham de acordo, pois o que está em causa é o estado do jogador", frisou.

Cruyff recordou ainda que é preciso definir as "compensações económicas entre clubes e selecções".

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