A 6 de fevereiro de 1999, Louis Van Gaal, então treinador do Barcelona, ordenou que o jovem Xavi fosse despromovido à equipa B dos catalães, após a recuperação de Guardiola. O técnico holandês defendia que o jovem Xavi, então com 19 anos, devia continuar a jogar para manter a sua evolução  como jogador, algo que não iria conseguir na primeira equipa do Barcelona, onde estava tapado por Pep Guardiola e teria poucos minutos.

Nessa época 1998/1999, Xavi tinha feito 14 jogos com a equipa principal do Barcelona, 13 deles a titular, e tinha marcado um golo (de cabeça frente ao Valladolid) que terminou com a série de quatro derrotas seguidas dos 'culés' (somaram depois seis triunfos seguidos na Liga).

"Van Gaal disse-me que esta semana não teria espaço na primeira equipa, pelo que estou aqui para jogar. Isto é muito melhor que estar no banco ou nas bancadas. Não tenho problemas em admitir que agora vou continuar no Barcelona B", disse, na altura, o jovem Xavi, citado pelo jornal 'Marca'.

Escreve a 'Marca' que a situação estava a ser acompanhada pelo AC Milan e Adriano Galliani, o diretor desportivo dos milaneses na altura , aproveitou para tentar contratar aquela que era uma das maiores promessas do Barcelona. Os milaneses ofereciam-lhe 250 milhões de pesetas na altura como prémio de assinatura, qualquer coisa como 1,5 milhões de euros, cinco anos de contrato, um trabalho para o pai e ainda os minutos na primeira equipa dos italianos, algo que Xavi não iria ter no Barcelona.

A proposta milanesa agradava e muito ao pai de Xavi mas a mãe 'torceu o nariz'. "Conheço alguém que é mais 'culé' do que eu: a minha mãe", contou Xavi mais tarde.

María Mercè fez tudo para que o seu filho permanecesse na Catalunha. Inclusive ameaçou o marido com o divórcio, se Xavi deixasse o Barcelona.

"Provavelmente teria de sair para continuar a crescer como jogador mas eu não via as coisas assim. Por isso ameacei o meu marido Joaquín com o divórcio", explicou a mãe de Xavi, anos mais tarde, em entrevista ao 'La Vanguardia'.

O certo é que Xavi Hernández permaneceu no Barcelona onde fez história, com muitos títulos conquistados.

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