O Real Madrid gastou este ano menos dinheiro no mercado de verão «por opção» e porque, como «as coisas foram bem feitas no passado», não foram necessárias «modificações radicais» na primeira equipa de futebol.

«Pode parecer um bocadinho contraditório, porque o Real gastou pouco e pode gastar muito e há clubes que gastam muito e deviam gastar pouco», disse José Mourinho em entrevista à agência Lusa, numa referência ao facto de o seu clube ter sido apenas o 15.º da Europa que mais gastou em contratações em 2011, com 59 milhões de euros.

Segundo o treinador dos “merengues”, esta é «uma situação que demonstra claramente» três coisas: «Por um lado, que não sentimos necessidade de gastar muito, por outro lado, equilíbrio, e, por outro lado, que as coisas foram bem feitas no passado, de tal modo que nós não precisamos de modificações radicais».

Sublinhando que o plantel é «muito, muito, muito jovem», tendo apenas o guarda-redes Iker Casillas e o central Ricardo Carvalho «com mais de 30 anos» e a maior parte dos restantes futebolistas «uito para baixo» dessa idade, Mourinho afirmou que têm sido escolhidos «jogadores para que o clube crescesse».

«Escolhemos jogadores para um Real Madrid dos próximos 10 anos e não para um Real Madrid dos próximos dois anos. Fizemos bons negócios, porque apanhámos jogadores em momentos críticos dos seus contratos», revelou, apontando o caso do internacional alemão Ozil, contratado em 2010.

O Real Madrid «entrou numa plataforma de equilíbrio», mas José Mourinho também sublinha que «ao nível administrativo, ao nível económico, é impossível fazer mais e melhor do que aquilo que este clube tem feito».

Neste capítulo, destacou a «visão extraordinária» do presidente Florentino Pérez e a «capacidade incrível» a nível administrativo do novo diretor-geral, José Angel Sánchez.

«O Real vai crescendo ao nível estrutural e ao nível económico e, ao mesmo tempo, sem fazer grandes loucuras, vai fazendo um trabalho equilibrado, um trabalho que tem em vista a evolução da equipa, e, dentro dessa perspetiva, vamos ver se este ano conseguimos ser melhores do que aquilo que éramos no ano passado, tendo investido pouco», afirmou.

José Mourinho gostava de, «com boas oportunidades de negócio, ou sem boas oportunidades de negócio», não contratar mais nenhum jogador no mercado de janeiro, porque isso significava que não tinha havido «nenhum tipo de problemas» com o plantel.

«Temos o risco de um plantel curto, que é um plantel que tem 21 jogadores de campo, mais os guarda-redes. Precisamos que as coisas corram bem, precisamos que não sejamos afetados por problemas grandes a nível de lesão», admitiu.

Garante, porém, que a planificação foi feita para que não fosse necessária mais qualquer contratação no inverno e, ao mesmo tempo, «se abrirem portas à segunda equipa, que tem alguns jovens que, a pouco e pouco, têm sido lançados em alguns jogos oficiais ou particulares, mas fundamentalmente em treinos».

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