O treinador português José Mourinho disse hoje ter lido as declarações de Sandro Rosell, presidente do FC Barcelona, e que as mesmas «são normais», mas que se fosse ele a dizê-lo «iria preso».

«Li e são normais. Se diz isso é porque tem essa ideia, por isso não há nada a dizer. Não penso que tenha faltado ao respeito a ninguém, na verdade não disse nada do outro mundo. Se fosse eu a dizer... iria para a prisão», referiu.

O técnico comentava, assim, as declarações de Rosell, que, quando instado a fazer um prognóstico para a final da Taça do Rei, avançou com o resultado de 5-0, semelhante aquele com que o FC Barcelona derrotou o Real Madrid no campeonato.

«Talvez seja uma motivação para os jogadores do FC Barcelona. Os de Madrid têm a sua própria motivação, querem ganhar cada jogo e não precisam das palavras de outras pessoas. Talvez pensem que estou na defensiva e que não penso assim», explicou.

Na conferência de antevisão do jogo de sábado com o Sporting Gijón, no Santiago Bernabeu, Mourinho enalteceu o regresso do avançado argentino Gonzalo Higuain aos convocados, num momento em que tem importantes baixas.

«A notícia de Higuain é uma surpresa positiva», disse o treinador, elogiando o departamento médico e o esforço do jogador, um trunfo importante para quem espera todo o apoio do público no sábado.

O regresso do avançado internacional argentino contrasta com a ausência de outros jogadores importantes, entre eles o extremo internacional português Cristiano Ronaldo.

«A informação que tenho é que o Cristiano, o Benzema e o Marcelo só estarão disponíveis para o jogo de Bilbau, a 09 de Abril», o que abrirá o caminho para Adebayor, uma situação que José Mourinho diz ser benéfica para o jogador.

O Real Madrid recebe o Sporting Gijón sábado, em jogo da Liga espanhola, e terça-feira recebe os ingleses do Tottenham, em jogo da primeira “mão” dos quartos de final da Liga dos Campeões em futebol.

«O jogo do campeonato (com o Real Madrid a ter uma desvantagem de cinco pontos para o FC Barcelona) é mais importante do que o do Tottenham. Na ‘Champions’ temos sempre uma segunda oportunidade se tivermos um mau resultado, mas se perdemos amanhã (sábado) perdemos a Liga», referiu.

Quanto ao futuro, o treinador reiterou ter um contrato de quatro anos e que o importante é estar feliz ou não.

«O contrato não significa nada. Se todos estivermos felizes, não haverá problema. Se algum dia não for assim, nunca serei um obstáculo. Quero ser sempre uma solução e nunca um problema», assinalou Mourinho.

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